Desnudar seu próprio universo imerso em um mundo de olhos, e sem conseguir se olhar no espelho.
Ele permanece fotografando a realidade e mostrando seu ponto, sem conseguir retratar seu eu.
Na estrada ele corre e persegue o sonho de que a lembrança já não é mais sua, e a vontade se perde entre anciã e desejo, vontade desesperada de fazer, conseguir e realizar.
Mas o que mesmo, o foco não funciona, a máquina quebrou! Ele não consegue focalizar tão de perto assim.
Teoria da mente perdida na alma, transformada pela emoção, que já não é mais a mesma e mesmo assim a vontade fica.
Não para, não consegue, retrata através dos outros, imortalizando a imagem, um segundo preso no mundo colorido de um flash retumbante, estalado na ponta do dedo, que corre nervoso, pelos botões, apertando, guardando na memória fragmentos das idéias que ficaram nos livros, e viraram estórias.
Contadas despreocupadas pelos outros, que de sua maneira copiam-no, fazem dele, o que ele é. Realidade cruel de quem não quer se enxergar e ver o mundo e não conseguir se olhar.
Retratar, mostrar, e demonstrar, observar, perceber a beleza inocente de qualquer forma, sem um formato, sem nem mesmo olhar, mas com o âmago do sentimento, transbordado pela lente, refletido no olhar daquele que por um segundo, e sem saber, entende, sente, ama e nem mesmo assim… Sabe o que fazer.
Comentários:
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[Patty]
poxaque blog desatualizado,
28/09/2004 15:01
[Patty]
Lindo, só descordo qdo vc diz que:’Realidade cruel de quem não quer se enxergar e ver o mundo e não conseguir se olhar’….mas muito bonito, com força e vida.
22/09/2004 12:53


















