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Adaptação

9 Março, 2008

Os livros são sempre adaptados para filmes, às vezes pelo sucesso, às vezes pelo tema abordado ou mesmo pela linguagem adotada.Antes de tudo vamos a algumas definições:

Um livro não tem limites, pode ter qualquer tamanho, visto que você tem todo o tempo que quiser para ler, qualquer linguagem e mesmo conteúdos mais adultos.

Um filme teoricamente poderia seguir os mesmos padrões, a não ser é claro a questão do tempo, mas para atingir mercado e uma lucratividade “X” alguns critérios são adotados na maioria das produções cinematográficas.

Muitas vezes a ordem dos fatores pode afetar nesse critério, se você viu o filme primeiro que o livro ou vice-versa. Mas na maioria das vezes isso não é importante afinal existem obras que são quase tão importantes para algumas pessoas como se fosse um livro sagrado.

Filmes como “Senhor dos Anéis” e “Harry Potter” são os campeões de críticas não só pela gama de fãs que conseguiram atingir, mas sim por insistirem em associar a imagem do filme ao livro, uma coisa que, por exemplo, o filme “Eu sou a Lenda” não tentou fazer.

Sugiro a todos assistirem ao filme “Eu sou a Lenda” e depois lerem o livro, mas com uma coisa na mente, são coisas diferentes. O filme é baseado e inspirado pelo livro, mas são obras distintas com personagens e elementos em comum.

Essa, na minha opinião, é a diferença: não vincular o filme com o livro dá liberdade de criação e ao mesmo tempo não frustra tanto os fãs do livro que esperavam ver no cinema seus “heróis”, seus “ídolos” representados.

Dando o exemplo outra vez em “Senhor dos Anéis” a principal reclamação é a falta de informações importantes, mesmo nas versões estendidas. Uma outra coisa que irrita os fãs é mudar características ou mesmo atitudes de personagens, por exemplo, o Personagem Faremir é o único 100% homem a conseguir resistir e liberar Frodo sem ceder ao poder do Um Anel, coisa que no filme não é retratada de maneira fiel.

Já em “Harry potter” o problema é realmente a coisa de ganhar dinheiro mesmo, tornar o filme comercial ao extremo, então muitos personagens são cortados e/ou suas falas reduzidas e/ou transferidas para um personagem de maior apelo ao público, como no caso da personagem Hermione que é a que acumula mais falas de outros personagens justamente pela simpatia do público.

A palavra não deveria ser essa; adaptações deveriam ser ajustes para que a obra pudesse simplesmente caber em outro formato, mas sem perder conteúdo ou mudar drasticamente características; para essas mudanças existe o baseado/inspirado onde você sai de uma idéia inicial e pode com todo o direito alterar e criar como foi feito em “Eu sou a Lenda”.