Dia 16 de Junho
Tudo aprovado pelo plano, principalmente o médico (que queríamos que fosse um de confiança – o mesmo que operou a Má). Uma passada rápida no cabeleireiro para um pequeno corte de cabelo.
Uma constante nesta semana de espera foi a dor. Quando eu era pequeno me machuquei muitas vezes, algumas de maneira bem séria, mas nunca tinha quebrado nada, só trinquei o antebraço esquerdo, por coincidência também por queda em cima do braço…
Minha mãe, sempre que eu me machucava, fazia quase sempre a mesma pergunta com algumas variantes: “Você é Homem ou saco de batata?”; “Você é Homem ou um saco de pipocas?”
Essa era a maneira dela de pedir que eu tivesse força, que fizesse força, que agüentasse a dor e o momento pelo qual estava passando. A dor mais doída que senti na vida foi quando depois de ter a ponta do dedo médio esmagada e arrancada num moedor de cana manual, ter que tirar os pontos: a carne tinha crescido por cima, teve que cortar essa carne e os pontos… E sem anestesia.
Depois disso (e com os anos de bagagem) consigo suportar bem a dor hoje em dia. No caso do braço a dor não era tão aguda, mas sim muito constante, incomodava demais!
Dia 17 de junho
Meu dia de operação. Já de posse de todos os documentos e autorizações que precisaria segui de táxi para o hospital com minha mãe, me internei e fiz alguns exames pré-operatórios no hospital.
As dezenove e vinte horas, mais ou menos, fui levado de maca para a sala de cirurgia, conversei com o médico, que já estava lá, pronto para o procedimento e também com a anestesista que preparava minha injeção abençoada de sono. Anestesia geral é isso ai.
Acordei acho que já no quarto com minha mãe a e Má contando que já eram duas da manhã, que tinham falado com o médico, tudo tinha corrido bem na cirurgia_ que acabou durando um pouco a mais pelo meu tamanho. Foram embora e eu dormi.
Dia 18 de junho
Este dia passou rápido, sem dor depois da cirurgia. O que me incomodava era o dreno para o sangue poder sair.
Tudo tranqüilo e sem novidades; a não ser pela visita de um grande amigo pra coroar a noite. Obrigado Ikki.
Dia 19 de junho
O médico passou cedo no quarto, olhou os pontos, olhou o braço, fez alguns comentários e, olhando para mim, perguntou: Quer ir embora?
Minha mãe veio me acompanhar.
E foi assim que ganhei alta do hospital.






























