Archive for agosto \26\UTC 2004

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Criança

26 agosto, 2004

Vida, tão somente vida que escorre pelos dedos,
Quanta beleza no sorriso da criança e quanta preocupação na testa do adulto.
Que saudade, quase tão saborosa,
Quanto o sabor do sorvete do parque que nunca mais teve o mesmo sabor,
Que saudade do calor, do nascer do sol,
Do passeio e do sol que esquentou como nunca o que a criança não
Sabia o nome, mas era a alma.
Do sol poente, mãos dadas e minha mãe me mostrando uma maravilha de púrpura e azul…
Que de tão bonito parecia até pintura.
Do abraço fraterno do avô, ou dos amigos depois do gol no futebol.
Do sorriso de aprovação da “tia” da escola na entrega dos boletins.
Do mesmo sorriso da “tia” na hora da bronca.
Quanta vida, quanta pureza, simples era a vida.
Tão simples e tão feliz como devia ser!
Vida repleta de poesia e pequenos imensos detalhes escondidos em cada momento.
Quem deixou?
Eu não quero mudar! Não isso.
Por que agora tudo tem que ser mais complicado?
Por que não posso simplesmente ter o dia feliz que tinha antes?
Não quero deixar e não vou!
Nem que eu tenha sempre que voltar e refazer!
Quero sempre voltar a ser a criança que se encanta, mais com a rede do que com o mar.
Que tem mais prazer em brincar do que em ganhar.
Que se maravilha com cada uma das coisas simples que passam pela vida!
Viver um eterno sonho, que nunca vai ter que acabar!

Comentários:
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[Trotta] [http://homepage.mac.com/trotta/]
Porra, paguei um pau pro layout novo! Show de bola!

30/08/2004 10:58

[Má] [marilia_rodrigo@uol.com.br] [http://ro_ma.vila.bol.com.br]
Cultivar nossa criança interior, a criança que um dia fomos, delicia nossa alma e nos reconforta…. nos deixa leves, felizes e abertos às novas descobertas… Gostei do seu poema!

28/08/2004 14:27

[Patty]
a criança e o adulto, embora sejam um, estão divididos, unem o oitmismo da vontade(criança) e o pessimismo da razão(adulto)

27/08/2004 13:09

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Pergunta…

25 agosto, 2004

Abre a porta pra mim, pois é chegada a hora do pesar,
julgado será agora, e a pergunta irá responder!

Cada qual responde uma pergunta no final,
e cada pergunta é única em si só,
é a pergunta que regra sua vida…
Ganhei todo o dinheiro que podia?
Cresci profissionalmente?
Amei?
Fui amado?
Fiz diferença?
Fui diferenciado?
Fui único?

Mas a pergunta que realmente fica é…
Você vai conseguir olhar nos olhos dele…
E responder a sua pergunta?

Mas sabe quem irá escolher onde você vai ficar?
Você mesmo ao responder esta pergunta…
É a resposta que define!

Comentários:
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[Má] [marilia_rodrigo@uol.com.br] [http://ro_ma.vila.bol.com.br]
Gosto quando seus poemas me fazem refletir… realmente, essas perguntas devem ser respondidas todos os dias… teoricamente…. mas no fim, teremos sim que responder nossa pergunta…

28/08/2004 14:25

[Patty]
Acho que todos os dias deveriamos nos perguntar essas coisas, e ai sim dependendo da resposta mudar ou não, depende do grau de satisfação, e não nos perguntarmos a beira do final…

27/08/2004 13:08

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Despejo de alma…

20 agosto, 2004

Rancor, ódio e dor,
Palavras, simples palavras repletas,
Recheadas, inundadas de todo o vazio,
Vazio da alma refletida em estrofe.
Nem todo o vazio do mundo é tão ruim quanto a decepção.
Este sim é a falta do que foi, construído por nós mesmos sobre as coisas.
E principalmente sobre as pessoas.
Mas é errado… Esperar? Que o mesmo respeito que já foi recebido uma,
Duas ou infinitas vezes se repita mais uma vez?
Que o carinho seja como o de outrora?
Que sorriso seja alegre e despeje vida como era?
Tudo bem que existem dias e dias, e ainda dias escuros onde a alma cala!
Mas eu estou falando de dias iluminados onde tudo conspira para o bem!
E, quando você percebe…
Por água abaixo….
Foi…
Derreteu-se como um barquinho de papel!
E a sua expressão é a mesma de quando isso aconteceu quando criança.
Que você pensava e queria que aquele barquinho… Fosse eterno.
Será que se tivessem dito que ele derreteria o sentimento seria o mesmo?
Ou isso é só mais uma maneira de continuar um controle que todos tentam continuar.
Fazendo você acreditar que tudo tem fim!
E que você têm que aprender a viver com isso.
Alma machucada, entristecida como a criança,
A eterna criança que continua dentro.
Tentando ainda entender as decepções.
Criança que nunca foi boba, não quer abraço ou mãozinha na cabeça.
Adulto, criança, decepção, todos só querem…
Querem o mesmo respeito perdido de tempos atrás.
Querem entender! Simplesmente entender!

Comentários:
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[Andre] [andre.calvin@uol.com.br]
Gostei muito deste, me faz pensar em duas vidas… uma quando ainda era criança e outra agora… E o desafio, acabei tentando pensar se eu me tornei a pessoa que eu queria ser quando pensava… o que vou ser quando crescer!

25/08/2004 22:38

[Trotta] [http://homepage.mac.com/trotta/]
Ah, corrigiu o português no título do blog, né? Pensa que eu não vi? Hehehehe! 😀 Quem teve a luz? ^_^ Abração!

24/08/2004 11:20

[Kelly]
Chequei aqui pelo blog da Patty, tu escreves com muita sensibilidade, gostei.

23/08/2004 13:32

[Trotta] [http://homepage.mac.com/trotta/]
Porra, AMEI esse texto, cara!

23/08/2004 11:14

[Patty]
Acho que se todos nós soubessemos antes o que sabemos agora, nem tocariamos no barquinho, o ser humano tem medo da dor, mas embora clichê, fica ai a pergunta: como saber o que eh alegria, se a dor não aparecer?

20/08/2004 16:21

[Má] [marilia_rodrigo@uol.com.br] [http://ro_ma.vila.bol.com.br]
Gostei, Rô… crítico e questionador… inteligente… Parabéns!

20/08/2004 13:00

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Rosa

13 agosto, 2004

rosa.jpg

Comentários:
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[Má] [marilia_rodrigo@uol.com.br] [http://ro_ma.vila.bol.com.br]
Você sabe o quanto acho essa rosa linda… tanto que guardo-a comigo há anos… Beijos!

13/08/2004 12:38

[Patty]
a rosa está na escuridão, em local de dificil acesso, mas com brilho ao seu redor….amei o desenho

13/08/2004 12:12

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A Rosa

13 agosto, 2004

A rosa que no infinito se perde
de tão bela e formosa.
Poesia de forma
que na alma forma a forma do amor.
Porém na dor dos espinhos há quem se perde,
lembrar-se ia do ardor do amor e não do rancor.
Ah, quisera eu ser a rosa,
que na mão da moça já não é quimera.

Mas é só a rosa,
que de rosa mesmo só o nome.
Pois vermelha é a minha paixão,
como o sangue na veia, alheia a razão.
Sobe, incendeia,
a alma como milhares de grãos de areia na mão.
que se perdem no infinito…
como a própria rosa…

é fim então!

Comentários:
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[Tita]
Foi a tarde mais linda q tive lendo suas poesias. Muito obrigada!

15/12/2005 19:07

[carla martins] [carlamartins31@yahoo.com.br]
Oiiiii… 🙂 Olha eu aqui, realmanente suas poesias são lindas…. parabens… continue assim…

27/08/2004 09:59

[Patty]
pois eh, tbm estou sentindo falta.

19/08/2004 14:28

[Trotta] [http://homepage.mac.com/trotta/]
Ué, não vai ter mais não? 🙂

19/08/2004 13:15

[Má] [marilia_rodrigo@uol.com.br] [http://ro_ma.vila.bol.com.br]
Lindoooooooo!!!! Me deliciei lendo este poema! Beijos!

13/08/2004 12:12

[Patty]
Puxa, Ro….que coisa linda…nem ouso comentar sobre a mensagem, minha pouca sabedoria, não saberia fazé-lo a altura do texto…parabens!!!!!!!!!!!!!!!!!

13/08/2004 12:10

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Caminhos na Vida

12 agosto, 2004

Água que vai, revela
ou leva as coisas para o mar…
As coisas que passaram,
ainda aqui estão presentes
pois são sulcos, caminhos…

Marcados nas montanhas,
ou pradarias ermas da vida.
Elas não são mais águas passadas!
São as terras, terras da vida!

O reino do qual e no qual,
todos os reis fazem parte!
Pois as terras são as mesmas.
Apenas divididas pela barreira do saber.

Alguns destes são desertos,
Onde as águas já não vêm marcar.
Outros são Grand Canyons, marcados à exaustão,
porém todos compartilham o mesmo planeta.

Uma característica que nenhum ser pode escapar!
Estar vivo!

Comentários:
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[Patty] [patyruss@terra.com.br]
Sim, todos compartilham do mesmo estado : “estar vivo”, porém eu acredito que ser deserto ou Grand Canyons, é uma etapa….começasse por planices, planaltos, montanhas, chegasse a desertos e finda-se em Grand Canyons, a beleza estar em saborear cada momento único e especial sejam momentos de prazer ou dor, cada um tem sua caracteristica, e todos tem sua virtude, e lembrar-se que cada dia, por mais parecido que seja, sempre será exclusivo. é como a leitura dos teus escritos, cada um que os ler, terá sua interpretação, e esta mudará conforme o estado de espirito do leitor…não há leitura certa ou errada…há uma leitura rica em metáforas e detalhes de observação.

12/08/2004 21:55

[Trotta] [http://homepage.mac.com/trotta/]
Pô, legal, vou começar a bater cartão por aqui. 🙂 Hehehe! Até mais!

12/08/2004 20:53

[Má] [marilia_rodrigo@uol.com.br] [http://ro_ma.vila.bol.com.br]
Estar vivo… vivo como você… que ultimamente tem transpirado poesia… parabéns!

12/08/2004 19:40

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Ser Singular

11 agosto, 2004

Donde na vida alguém pode dizer?
O que você é? Quem ou quando?
Somente sobrevoando os telhados,
é que se define o “eu”,
e assim, define o mundo a sua volta!

Quem vê, verdadeiramente, o faz consciente,
ímpar e singular como a flor que acaba de se abrir,
e descobre que o mundo, ah o mundo,
é tudo aquilo que ela queira tocar,
e nada esta além do seu toque!

Este é o ser singular! sou eu,
é você, é todo e qualquer um que assim o conseguir…

ver!!!!

Comentários:
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[Trotta] [http://homepage.mac.com/trotta/]
Nossa, legal pacas o seu texto, cara! Gostei! 😀

12/08/2004 20:51

[Má] [marilia_rodrigo@uol.com.br] [http://ro_ma.vila.bol.com.br]
Tinha me esquecido do quão poeta você é…. parabéns!

12/08/2004 19:28

[Patty]
Discuções, dicertações e poesia? certamente sim, mas eu diria um ‘pouquito más’, eu diria que tem arte no teu escrito….Ro, vc esvrece de maneira admirável, parabéns!!!!!!

12/08/2004 12:41

[Jailson]
Fala mano, a mensagem não vou comentar, mas porque essa foto macabra ai do lado??? Valeu …

11/08/2004 11:58