Archive for março \23\UTC 2005

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Louco?

23 março, 2005

Dá mente ou do corpo?
Padeço do suplicio…
Ultimo suspiro…
Sufoco!

Mente perdida nos livros?
Vivos ou mortos?
Roídos e gastos do que mesmo?
Restos…

Insanidade do Corpo…
Necessidade de uma razão sem noção.
Sem guiar ou deixar!
Solta! Não salte agora!

Bate de frente no carro da emoção.
Volta aqui, não terminei de falar.
Vomitar meu sentir!
Pesar.

Quisera da quirera não precisar.
Livre voltar a ser.
Individuo, transparecer.

Toc, Toc…
Ouve…

Ela esta aqui…
Amiga irmã de minha personalidade…
Outrora no canto escondida…
Gêmeas.

Duas, em uma não mais…
Divididas pelo corte.
Sangrando ainda!
Forte no porte!

Quem me leva a embalar?
Benditos!
Ventos do Agouro e da Desunião!

Fim há neste?
Não posso eu dar…
Fica só o riso!
Medonho no Desespero! Rouco!

Em vão!

(Rodrigo Figueiredo)

Comentários:
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[Leticia]
Muito legal, mas não são só os momentos de desespero e solidão que merecem ser documentados. Aproveita um momento de extrema alegria e faz um poema falando de luz, céu azul, crianças brincando, risadas homéricas, festa…

24/03/2005 13:37

[Ma]
Bom desabafo…

23/03/2005 17:45

[Trotta]
Vc só precisava era de uma revisão no português, hein…

23/03/2005 15:45

[Patty]
😛

23/03/2005 24:34

[Trotta]
Show de bola, hein cara? Um dos seus textos mais legais, sem dúvida. Me imaginei fazendo uma leitura dramática, acho que por eu ter acabado de me imaginar interpretando o papel de Calígula, durante toda a leitura do texto abaixo, hehehe!

22/03/2005 18:47

[Cristina Celi] [cristina-mind@uol.com.br]
Drigo, Por favor reze antes de dormir hoje – ok ?

22/03/2005 16:31

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23 março, 2005

Hora de jogar!
xadrez_morte.jpg
De quem é a vez mesmo?
Quem joga realmente este jogo?
Quem sabe realmente jogar!

Comentários:
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[Ma]
Arriscar-se mais nem sempre é bom… outras vezes, é necessário… outras vezes, é preciso saber…

24/03/2005 19:40

[Trotta]
Hã? O quê? RPG, alguém? Ah tá.

24/03/2005 12:03

[Patty]
Acredito que nem sempre é inteligente a sabedoria, acredito que quem não saiba jogar, leva a vantagem de arriscar-se mais.

24/03/2005 11:43

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Realmente

22 março, 2005

realmente.JPG

Comentários:
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[Ma]
idem…

23/03/2005 17:50

[Trotta]
Ê lelê! Mais uma goticazinha pra coleção!

22/03/2005 11:57

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Minha Vida

22 março, 2005

Lulu Santos
Composição: Desconhecido

Quando eu era pequeno
Eu achava a vida chata
Como não devia ser
Os garotos da escola
Só a fim de jogar bola
E eu queria ir tocar guitarra na TV

Ai veio à adolescência
E pintou a diferença
Foi difícil de esquecer
A garota mais bonita
Também era a mais rica
Me fazia de escravo do seu bel prazer

Quando eu sair de casa
Minha mãe me disse:
Baby, você vai se arrepender
Pois o mundo lá fora
Num segundo te devora
Dito e feito
Mas eu não dei o braço a torcer

Hoje eu vendo sonhos
Ilusões de romance
Te toco, minha vida
Por um troco qualquer
É o que chamam de destino
E eu não vou lutar com isso
Que seja assim enquanto é

Comentários:
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[Ma]
A música que vc mais gosta dele… legal…

23/03/2005 17:49

[Trotta]
Putaquipariu, esse cara é muito bom!

22/03/2005 18:37

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Albert Camus- CALÍGULA

22 março, 2005

CESÓNIA: Choras?

CALÍGULA: Sim, Cesónia.

CESÓNIA: Enfim, mudou alguma coisa? Se amavas Drusilla, também me amavas a mim e a muitas outras. Não havia razão para que a sua morte te fizesse correr três dias e três noites pelos campos e te trouxesse agora com esse ar hostil.

CALÍGULA, voltando-se: Quem fala de Drusilla, doida? Não podes imaginar que um homem chore por outra coisa, a não ser por amor?

CESÓNIA: Perdão, Caius. Procuro compreender.

CALÍGULA: Os homens choram porque as coisas não são como deviam ser. (Ela avança para ele.) Não me toques. (Ela recua.) Mas fica ao pé de mim.

CESÓNIA: Farei o que quiseres. (Senta-te.) Na minha idade, já se sabe que a vida não é boa. Mas se o mal está na Terra, para quê torná-la ainda pior?

CALÍGULA: Não podes compreender. Que importa? Talvez encontre uma saída. Mas sinto que estão a crescer em mim seres sem nome. Que farei contra eles? (volta-se para ela.) Oh! Cesónia, eu sabia que podíamos desesperar, mas ignorava o que essa palavra queria dizer. Acreditava, como toda a gente, que estar desesperado era uma doença da alma. Estava enganado, o corpo é que sofre. Doem-me, os membros, a pele, o peito. Tenho a cabeça vazia e o coração sobressaltado. Mas, o mais horrível é este gosto na boca. Não a sangue, nem a morte, nem a febre, e a tudo isso ao mesmo tempo. Basta que mexa a língua para que tudo se torne negro, para que os seres me repugnem. Como é duro, como é amargo a gente tornar-se um homem!

CESÓNIA: Precisamos de dormir, dormir muito. Deixarmo-nos levar, sem reflectir. Velarei pelo teu sono. O Mundo recuperará para ti o gosto, quando acordares. Faz com que o teu poder sirva, então, para melhor amares o que puder sê-lo ainda. O possível também merece ter a sua oportunidade.

CALÍGULA: Mas é preciso o sono, o abandono. E isso não é possível.

CESÓNIA: É o que pensamos quando o cansaço se torna insuportável. Mas acabamos sempre por recuperar o equilíbrio, por encontrar de novo a antiga mão firme.

CALÍGULA: Pois é, apenas não sabemos onde pousá-la. Que me interessa ter firmeza nas mãos, para que me serve esse poder tão espantoso, se não posso alterar a ordem das coisas, se não posso fazer com que o Sol se ponha a Oriente, e com que decresça o sofrimento, se não posso impedir os seres de morrerem? Não, Cesónia, não podendo agir sobre a ordem do mundo, é indiferente que durma ou continue acordado.

CESÓNIA: Mas isso é querer igualar-se aos deuses. Não há pior loucura.

CALÍGULA: Também tu me julgas louco. E, no entanto, o que é um deus, para que deseje igualar-me a ele? Está para além dos deuses o que hoje desejo, com todas as minhas forças. Tomo de assalto um reino, onde impera o impossível.

CESÓNIA: Não poderás obrigar o céu a não ser o céu, um rosto belo a ser feio, nunca tornarás insensível um coração humano.

CALÍGULA, com exaltação crescente: Quero misturar a Terra com o Céu, confundir a beleza com a fealdade, fazer explodir o riso, do sofrimento.

CESÓNIA, de pé, diante dele, suplicante: Há o bom e o mau, o que é grande e o que é baixo, o justo e o injusto. Juro-te que tudo o que possas fazer não alterará nada.

CALÍGULA, no mesmo estado de exaltação: Darei a este século o dom da igualdade. E, quando tudo estiver nivelado, o impossível, enfim, sobre a Terra, quando a Lua for minha, então talvez eu próprio mude e, comigo, o mundo inteiro se transforme, os homens deixem de morrer, e todos sejam felizes.

CESÓNIA, num grito: Nunca poderás negar o amor.

CALÍGULA, explodindo, raivosamente: O amor, Cesónia! (Agarra-a pelos ombros e sacode-a.) Aprendi que não é nada. O outro é que tem razão: o Tesouro público! Ouviste-o, não é verdade? Tudo começa por aí. Ah, é agora que vou começar a viver. Viver, Cesónia- o contrário de amar. Sou eu que to digo. E convido-te [para] uma festa sem par, a um processo geral, ao mais belo dos espectáculos. Mas é-me preciso gente, espectadores, culpados.
(Salta para o lado do gongo e começa a bater-lhe ininterruptamente, em golpes cada vez mais fortes. Golpeando sempre.)

CALÍGULA: Farei entrar os culpados. Preciso de culpados. E todos eles o são. (Sempre batendo.) Quero que façam entrar os condenados à morte. Público, quero o meu público! Juízes, testemunhas, acusados de antemão condenados! Ah!, Cesónia, mostrar-lhes-ei o que nunca viram, o único homem livre deste Império!
(Ao som do gongo, o Palácio vai-se a pouco e pouco enchendo de rumores, que aumentam e se aproximam. Vozes, tilintar de armas, passos. Calígula ri e continua a bater no gongo. Alguns guardas entram, depois saem. Batendo no gongo).

(Albert Camus- CALÍGULA)

Comentários:
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[Ma]
Concordo com o Trotta!

23/03/2005 17:48

[Patty]
Camus é foda. Na minha opinião seu melhor dialogo ainda está em “O Estrangeiro.”

23/03/2005 24:33

[Trotta]
Puta que la peida, eu imagino essa cena interpretada num teatro, que tesão!

22/03/2005 18:44

RESPOSTA:
Quando vc souber! Eu topo ir assistir… Deve ser muito bom mesmo!!!

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Versos íntimos

16 março, 2005

Augusto dos Anjos

Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Comentários:
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[Trotta]
Iééééé!! IÉÉÉÉÉ!!!

17/03/2005 18:29

[Ma]
Grande Augusto dos Anjos…

16/03/2005 15:24

[Patty]
🙂

16/03/2005 11:54

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Declaro aberta a sessão da Sociedade dos Poetas Mortos.

15 março, 2005

Vamos começar.

Declaro aberta a sessão da Sociedade dos Poetas Mortos.

“Fui para os bosques viver de livre vontade,
Para sugar todo o tutano da vida…”

“Para aniquilar tudo o que não era vida,
E para, quando morrer, não descobrir que não vivi!”

Mensagem de abertura de Henry David Thoreau.

Faz muito tempo que queria publicar isso…
Só sempre esquecia de o fazer…

Comentários :
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[Patty]
🙂

16/03/2005 11:52

[Ma]
Legal! É a abertura do filme, não é? Show! Carpe Diem!

15/03/2005 20:05