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Capitulo 3

16 maio, 2006

Lua Cheia

A noite já ia alta e lá estava ela, linda e misteriosa como sempre, brilhando lindamente num céu limpo – seu maior medo. Como planejado, estava com a matilha, mas graças à poção preparada, a pedido de Dumbledore, pelo Prof. Snape, ele, diferente dos outros, continuava sendo ele mesmo.
A estratégia era tentar controlá-los, direcioná-los para longe das pessoas; mas, justamente por sua falta de ferocidade, ele estava fracassando. Os lobisomens, quando transformados, só obedecem a uma coisa: força bruta.
Como ele iria se entregar a tudo aquilo que ele lutou para não ser? Como jogar todo o esforço de seus amigos pela janela? Ele tinha se tornado diferente de tudo aquilo, e no fundo, apesar de entender e ver que era a solução mais racional, ele não conseguia, não queria abrir mão de tudo o que conquistou.
Transformado ele teria ainda mais chance, afinal sua força ficaria muito maior. Sua vontade e sua concentração eram colocadas à prova a todo o momento: não podia dormir nem se distrair, pois os ataques, principalmente a ele, eram constantes – afinal, estava no ar, ele mesmo podia sentir o cheiro do medo; ele sabia que não era medo por ele e sim pelos outros. Lutar contra si mesmo era quase pior do que as lutas contra os outros Lobisomens. Vivia machucado com mordidas e cortes profundos, mas não podia se afastar da matilha. Senão ficaria mais evidente ainda que ele não fazia parte daquele mundo.
Apesar de a regeneração ser de sua raça, sua falta de concentração estava afetando o processo: já não bastasse sua tarefa, ele ainda tinha seus problemas pessoais. Da outra vez, ele tinha decidido ficar longe, mas desta vez, mais velho, ele finalmente sentia a necessidade de uma companheira. Sua cabeça ia de Mary para Tonks, sem parar. As mesmas perguntas não paravam de borbulhar e, quando dava por si, já era quase noite outra vez.
Tinha determinado um lugar da floresta, onde a matilha se situava, mais à margem, para Snape deixar a poção nas noites de Lua Cheia – assim ele teria que se distanciar o mínimo possível da matilha para poder tomar a poção e garantir a sua segurança.
Às vezes, chegava a desejar não tomar a poção, pois assim poderia esquecer… Pelo menos por algumas horas, voltaria se ser fera. Sem controle nenhum sobre pensamentos e emoções. Sem ter que se preocupar… O que estava falando? Esquecera-se de sua missão? Do que jurara pela Ordem? Afinal, ele, como todos os outros membros, sabia: “Há coisas pelas quais vale morrer”. E se vale à pena morrer por algo, vale também o esforço e a privação de algumas coisas.
Mas, definitivamente, estava abalado com a volta de Mary – isso não podia negar. Afinal, ela era uma das mais doces lembranças de sua juventude. Como também não podia fazer o mesmo com Tonks, deixá-la… Mas ele realmente tinha pensado nisso… Deixá-la? Como poderia?! Ela era sua atual fonte de alegria. Sua companheira verdadeiramente dita, estava a seu lado, afinal de contas.
Decidiu esquecer este assunto – não levaria a nada neste momento, onde ele tinha problemas bem maiores e mais peludos para resolver. E assim, mais uma fase da lua passou.
Sem muito progresso, é verdade, mas pelo menos sem maiores danos, conseguira manter a matilha controlada, por assim dizer, matando apenas criaturas da floresta e conseguira proteger pessoas descuidadas. E – o principal – aparentemente sem despertar nenhuma desconfiança quanto à poção e a sua posição.

Comentários :
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[Trotta]
Tô com a Fê, esse capítulo foi o mais legal. 🙂 Gostei dessa função dele, de dar segurança.

16/06/2006 17:46

[Má]
Muito bom esses devaneios do Lupin! Curti!

17/05/2006 13:55

[Fefa]
Lupin está cada vez mais confuso! Essa parte ficou muito boa! Mais centrada na história, menos romantizada! Adorei

16/05/2006 19:06

[Claudia] [loucaporblog.blogspot.com]
Mulheres tiram mesmo a concentração dos pobres rapazes, não é não? Mesmo que estes sejam lobisomens…

16/05/2006 18:50

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