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Capitulo 5

18 maio, 2006

O Encontro

E assim, tão de mansinho, a Lua Nova chegou, e também mais uma carta, finalmente, chegou. Marcando o encontro para o Cabeça de Javali, no segundo dia da Lua Nova.
Lupin chamou Tonks, contou sobre a carta e começaram a conversar.
– Eu queria te pedir uma coisa.
– Você quer que eu não apareça por lá.
– Sim. Você pode fazer isso por mim?
– Na verdade, se eu pudesse, te pediria para não ir.
– Eu preciso. Preciso entender. Saber as respostas de muitas perguntas.
– Eu sei que só assim você vai se sentir melhor, não é?
– Sim. Mas, por favor, isso é muito importante! – E olhando, finalmente, diretamente nos olhos dela, ele disse: – Eu te amo! Estou com você e não importa o que se diga lá, nada vai mudar entre nós. Mas, entenda, eu preciso saber.
– E se o que você descobrir lá fizer você mudar de idéia?- Tonks não conseguia se controlar mais, lágrimas escorriam pelo seu rosto. – Tenho tanto medo. Sei toda a história, sei que vocês foram namorados.
– Você disse bem: fomos.
– Mas ela te marcou, Remus. Ela fez parte de sua vida. E, por favor, não venha falar que está comigo como se fosse uma obrigação, te impedindo de ficar com ela.
– E não é! O que me impede de ficar com ela é outra coisa! É você! É meu amor por você!
Tonks se joga nos braços de Lupin chorando, ainda. – Então, não vá!
– Tenho que ir. Tenho que saber.
– Pra que? Se você mesmo diz que não vai mudar nada?
– Eu tenho que saber.
Ele abraça Tonks, se vira e sai. Sem olhar para trás nem vacilar em sua decisão.
Chegando na taberna, ele vê Mary, já à sua espera. Sentada na mesma mesa em que ele estava da última vez. Mas nem ela, nem ele estavam sorrindo.
Ele caminha até ela, dá-lhe um beijo no rosto e se senta em frente.
– Er, Mary, eu queria te perguntar algumas coisas…
– Eu também queria te perguntar…
Os dois se olham, não estavam à vontade, os dois estavam sérios e com expressões firmes nos rostos.
– Você se lembra de como nos despedimos, não é?
– Sim, e como poderia me esquecer… nosso último beijo, debaixo do Visco.
– Eu te disse que estava lutando contra Voldemort.
– Eu disse você era louco na época. Como fui tola! Hoje eu vejo que as coisas poderiam ter sido tão diferentes, não é? – E estende a mão para Lupin.
– Sim, realmente poderiam ter sido bem diferentes. – Aceitando dar as mãos. – Mas, por quê mesmo depois de Voldemort ter sido derrotado, você não apareceu?
– Ah, Lu! Eu fiquei desolada em pensar que você iria enfrentá-lo. Ninguém sobrevivia a Aquele que não dever se nomeado.
– Fale o nome dele! – Mas Lupin tinha reparado, todas as vezes em que ele falava o nome, ela se revirava.
– Nem todos têm coragem de falar o nome dele em voz alta como você, Lu. Mas eu estava te falando… – Mary abaixou a cabeça e, pela primeira vez, fugiu dos olhos de Lupin. – Eu realmente não achava que ele iria vencer. Mas… Ah, Lu, tantos estavam morrendo…
– E você achou que eu também tinha morrido?
– Olhava o Profeta Diário todos os dias, procurando uma notícia, uma nota que fosse, mas acho que o ministério nunca falaria nada sobre você. Eles nem te aceitaram como Auror, não foi?
– É, isso é verdade. Eles parecem ter medo, mas não sei o motivo. – E um sorriso brotou em Lupin, ao dizer isso. – Mas eles aceitaram você.
– Só eventualmente, sem muito contato. – Mas Mary ficou realmente vermelha neste momento. – Realmente, é nesse assunto que quero chegar. Nunca tive coragem de te mandar uma coruja que fosse. Ainda mais porque, assim que nos separamos, a coisa ficou feia mesmo: Comensais da Morte por todas as partes, as pessoas se juntando para tentar sobreviver. Os vampiros também estavam se reunindo, e vieram atrás de mim. Fui com eles para Transilvânia, sabe? Para me proteger.
Lupin ouvia a tudo, atentamente, mas sua face demonstrava que sua mente estava trabalhando sem parar.
– Fui ficando e me acostumando. Os Vampiros foram meio que deixados de lado daquela vez. Você sabe como são considerados. E têm seus próprios líderes e tudo. Nunca responderam nem ao ministério da magia nem a ninguém, mais ou menos como os Centauros, mas nem tão bondosos. Bem, lá me senti bem, como só me sentia quando estava com você – apesar de Stacey e Cecille, não sei se você se lembra delas – mas você era o único que realmente não tinha medo de mim, me entendia e cuidava de mim.
– É bom estar perto daqueles que cuidam da gente.
– Sim. Isso mesmo. E lá, eu conheci Armand, acho que não preciso continuar, não é?
– Realmente, não. Isso explica muita coisa.
– Me desculpa, Lu.
– Pelo que? Você não fez nada de errado. E eu estou com Tonks, também! Você a conheceu. Ela entrou na minha vida e me alegrou.
Os dois se olharam. Sorriram, deram as mãos e voltaram a relembrar coisas do passado e a contar coisas do presente! Um peso imenso tinha sido tirado naquele momento dos ombros de ambos.

FIM

Comentários :
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[Trotta]
Quer dizer que o Antonio Banderas andou pegando a bolinha? Hahaha! Quem diria! XD

16/06/2006 17:45

[Claudia] [loucaporblog.blogspot.com]
Como assim “fim”? Puxa… fiquei viciada!

22/05/2006 13:42

[Fefa]
Pow, adorei Bodas! Grande final! Esperei ansiosa por ele! Vou torcer muito por vc! Parabéns! beijos!

19/05/2006 24:40

[Má]
ÊÊÊÊÊÊ!!!! Adorei o final!!! Estou na torcida pra vc ganhar!!!! Além do mais, preencheu quase todos os quesitos necessários do concurso…

18/05/2006 19:54

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