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Reação

10 abril, 2007

Datação

1720 cf. RB

Acepções
substantivo feminino
1 ato ou efeito de reagir
1.1 resposta a uma ação anterior
1.1.1 ação que um corpo exerce em resposta a outro com o qual se choca ou que o comprime
2 comportamento de um ser vivo manifestado em presença de um estímulo
2.1 atitude de uma pessoa em resposta a uma ação de origem social

Etimologia
re- + ação; ver ag-; f.hist. 1720 reacção

 

Não é novidade para ninguém que sou um motociclista a mais ou menos seis meses…

E quando comecei essa nova fase, da qual eu estou adorando, diga-se de passagem, logo pediram para que se conta coisas que estou vivenciando com isso.

Na verdade quando se está de moto acontecem as mesmas coisas basicamente de quando se esta de carro, por isso não se têm muito a contar.

Fora que o que se teria pra contar é muito pessoal, é a sensação que se têm ao pilotar, que é muito diferente de andar de carro, andar de moto é outra história. Não há palavras para descrever.

Mas como nem tudo são rosas no mundo… Acontecem acidentes e coisas ruins.

Não, não aconteceu nada tão ruim assim comigo, mas a ação de passar de moto pelos corredores provoca as mais diversas reações nos motoristas de carro.

 

Primeiro, eu quero deixar claro que não sou “Cachorro-Louco”, nem “Moto-Boy”.

“Moto-Boy” é o entregador normal de São Paulo ou de qualquer cidade, quem têm horários malucos para cumprir e para isso faz o que pode e o que não pode para cumpri-los.

“Cachorro-Louco” é também o entregador de coisas em cidades, mas este corre e faz tudo o que faz por diversão e provocação, ou falta de medo de morrer, é a única maneira que consigo classificá-los.

O termo de Motoqueiro deveria por definição ser sinônimo de motociclista, mas foi deturpado por ai, principalmente pelos “Moto-Boy’s” e “Cachorros-Loucos”.

Mas eu sou a favor de limpar o bom nome dos motoqueiros, por isso me considero um motoqueiro e um motociclista. Uma pessoa que usa a moto como meio de trabalho e diversão, mas com responsabilidade.

 

Voltando ao tema em questão…

Andando de moto é inevitável não se aproveitar de uma das suas características principais, o tamanho… E assim furar o transito parado e congestionado da grande cidade.

Só que como estava falando isso provoca muitas reações, afinal visualizem a situação como um motoqueiro.

O transito está parado, o espaço reservado por pista é mais do que suficiente para caber um carro de passeio e sobrar um espaço considerável, onde cabe tranqüilamente uma moto.

Então você entra neste espaço e começa a passar pelos carros.

Porém o transito está parado e digamos que você está a 50Km/h (uma batida a esta velocidade já pode ser fatal), lógico que você está apreensivo afinal é a sua vida e não é o objetivo jogá-la fora.

Não sou daqueles que não tiram o dedo da buzina, mas se o espaço se estreita ou se vejo um motorista que não me viu, ou vai mudar de faixa sem olhar antes logicamente lá vai a buzina em ação.

Nesta situação, mesmo sem a utilização da buzina, enquanto se passa pelos carros, as reações vão acontecendo…

 

Existem pessoas que abrem o caminho deixando um espaço ainda maior, facilitando e tranqüilizando o motoqueiro, esse tipo é dividido em dois tipos principais de pessoas:

O que faz isso simplesmente por que sente empatia para com o motoqueiro e quer facilitar sua passagem.

O que faz isso simplesmente por que estima seu carro e não quer que este seja amassado/riscado pela moto.

 

Existem aqueles que ficam sem reação, param sem saber o que fazer.

 

E existem os que já fecham o transito pensando em bloquear o caminho do motoqueiro, aqui claro que não estou contando as pessoas que estão mudando de faixa ou que por algum obstáculo na pista foram obrigados a encurtar esses espaço. Assim como o motorista viu esse obstáculo o motoqueiro também vê e só “Moto-Boy’s” e Cachorros-Loucos” é que ficam nervosinhos e buzinando nessas situações. É fácil ver a diferença de posicionamento nessas situações, o motoqueiro para, espera, ou mesmo tenta fazer um outro caminho, mas não coloca a culpa do obstáculo no outro motorista.

 

Quando este espaço está reduzido, não só por uma questão de as faixas serem menores, mas também por obstáculos nas pistas também o motoqueiro tenta passar entre os carros, e nessas situações algumas outras reações acontecem…

 

Há pessoas que fecham os vidros. Essa reação me incomoda em particular. Qual o motivo de se fechar o vidro? Eu não pretendo pedir esmola, assaltar, nem nada do gênero, estou simplesmente passando.

 

Há pessoas que puxam os retrovisores deixando mais fácil a passagem da moto. Essas também fazem pelos dois principais motivos que falei acima… Ou pra proteger os carros ou por quererem facilitar a passagem do motoqueiro.

 

Há pessoas que não chegam a puxar os retrovisores, mas simplesmente colocam as mão sobre eles, numa atitude clara de querer protegê-los. Isso me surpreende muito, afinal é melhor para estás pessoas machucar a mão do que ter um possível espelho quebrado?

Por que não mover o retrovisor se já está com a mão nele?

 

Há pessoas que preferem ignorar os motoqueiros fingindo que estes nem estão passando perto de seus carros. Estes normalmente já estão com os vidros fechados e mesmo quando buzinamos fingem que não são capazes de ouvir.

 

Quando isso acontecer com você e você estiver no carro…

Tente ver se é um motoqueiro/motociclista que está passando… Ou se é um “Moto-Boy” ou um “Cachorro-Louco”. Tente pensar que ele como você é um motorista. Que ele como você só quer chegar em casa bem e inteiro.

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7 comentários

  1. Primeiramente tenho que dizer que sempre achei moto o máximo! Sempre adorei, babei e curti!

    Dei o maior apoio pra vc comprar a motoca! 😉

    Apoio e patrocinio! 😉

    E adoro andar de moto na sua garupa!
    Confesso que tinha um certo receio no início_ quando vc ainda era um recém-motorista habilitado na categoria; e quando vc passava pelos corredores e eu tinha medo do meu joelho ficar em algum carro… rs… Mas, agora, te acho um motorista e tanto (que, às vezes, dá uma de motoboy, coisa que critico e não gosto; mas que, quase sempre, é um motociclista exemplar).
    Já te falei que ainda quero pilotar uma moto, nada profissional, só uns rolês pelo ibirapuera… rs… sem carteira nem nada… mas, pra isso, ainda tem tempo.

    Até acho que as pessoas não precisam complicar o trânsito e dificultar a passagem dos motoqueiros de propósito. Mas também acho que não se pode exigir isso, visto que não é 100% certo a passagem pelos corredores. Tenho opinioes ambíguas a esse respeito.

    Quanto ao ato de fechar as janelas, infelizmente, têm sido vistos muitos assaltos feitos por motoqueiros, quer dizer, por bandidos que usam a moto para sua ação. E, devido a isso, muitas pessoas ficaram com medo. É chato, mas o que é que se pode fazer?

    Nunca ouvi falar de assalto de assim, com motoboy passando e pegando as coisas… Mas any way!

    Adoro você e a nossa motoquinha!
    Beijos!


  2. Ah Bodas! As reações não são tão difíceis de entender. Como a Má salientou, muitos motoristas de carros já foram prejudicados por motoristas de motos, quer por assaltos, quer por terem seus carros amassados. E, como ninguém trás escrito no capacete que é um bom motoqueiro, reagir antecipadamente de forma defensiva é compreensível.

    Nunca aceitei muito bem ser julgado como os outros Clau! Até entendo, mas não gosto!

    Mas… sou suspeita pra falar. Certa vez atropelei um motoqueiro e fiquei meio traumatizada, heehehe…

    😯 Ah vá! Culpa dele ou sua? Conta melhor isso…


  3. Cara, ADOREI esse post! Pra nós motoristas de carro (um dia eu volto a ser um) é importantíssimo saber como são as coisas sob o ponto de vista dos motoqueiros. Porque, na maioria das vezes, parece que todos se enquadram na categoria de “cachorro louco” (que eu tambem não sabia que tinha esse nome oficial, hehehe)!

    Os próprios caras se chamam assim! Af

    Eu sou um motorista que sempre abre caminho para o motoqueiro, por educação e simpatia mesmo. Não me custa nada, e sobra bastante espaço pro carro. Mas fico mais feliz em saber que o motoqueiro percebe e dá valor, porque na maior parte do tempo, parece que eles não vêem como uma gentileza e pensam “não fez mais do que a obrigação”. Sabe assim?

    Eu já vi “cachorro loco” falando isso sim! Mas mesmo os MotoBoys agradecem! As vezes é dificil de ouvir, por causa do capacete e afins, mas eu e muitos que eu já vi chegam a falar “Obrigado” quando um motorista abre caminho!

    Bodas, sempre que puder, faça mais posts como este! Gostei muito mesmo! ^_^

    E eu gostei de vc ter gostado! 😀 😉

    Abração!


  4. Eu sempre adorei moto também. Gosto muito e ainda vou ter uma. Ou melhor, espero que o Fefo tenha, mas que tenha carro tb. 😉

    O que me deixa doida são esses que ficam acelerando no farol, enquanto está aberto para o pedestre, fazendo pressão. E aqueles que são folgados e fazem barbaridades.

    Eu nunca entendi esses que ficam acelerando assim… Gasta a maior gasolina isso!

    Mas eu também sou (leia-se, vou ser) uma motorista que dá passagem para os motociclistas. De bom gosto!

    Muito bom o post, Bodas!
    Agora vou esperar aquele outro de motos, que falamos.

    Valeu Fefa! Gostei de todos terem gostado do post! Tb gostei de escreve-lo!


  5. Caro Bôde; já fui vítima de “cachorros loucos” e/ou “moto-boys”, inúmeras vezes. Em consequênica, já fiquei sem retrovisor porque o “adversário” (eles é que se colocam nessa situação) não gostou do espaço que o trânsito deixou para nós dois e meu carro (maior que uma moto)usou mais do que o motoquiro queria que ele usasse, o que o fez destruir meu retrovisor a coices. Já tive meu carro amassado por outros adversários, pelos mesmos motivos e pelos mesmos meios. Ademais disso, fico meio raivoso porque ninguém conseguiu ainda convencer esses adversários que a “buzininha” não é tão mágica quanto eles pensam e que ela não tem o condão de remover, imediatamente, eventuais obstáculos que se anteponham a mim e a eles e que tornem as pistas mais estreitas. Diminuir a velocidade ou mesmo parar, se necessário, não vai torná-los menos machos ou menos corajosos. Tudo isso, no decorrer das duas vezes por dia em que eu percorro toda a Av. Prestes Maia, Vinte e três de Maio e Washington Luiz, vem me deixando meio estressado e quando vejo no retrovisor alguém sobre u’a moto, não sei bem se é um “moto-boy”, um “cachorro louco” ou alguém sem traumas nem ódios secretos que deva ser respeitado como tal. Por isso sinto que minha ogeriza pelos “adversários” (e só por eles) vem aumentando gradativamente, na medida em que sou sistematicamente atacado por algum deles.
    Sei que tudo isso é extremamente condenável e queria que não acontecesse comigo. Mas a coisa tá piorando e eu não quero chegar a sentir qualquer sentimento mais negativo por quem quer que seja. Muito menos ainda, quando soube que vc, que eu considero um grande amigo, é um MOTOCICLISTA (não motoqueiro, nem moto-boy, nem cachorro louco).
    Um abraço a vc e à Marilia


  6. É marco!
    Eu tb já vi… Nunca como motorista num carro passei por poblemas com “Moto-Bloys e/ou Cachorro-loucos” comno os que vc disse!
    Mas já vi acontecer com outros e realmente é revoltante!
    Eu tomo cuidado com espaços desde de sempre, mas depois que começei a andar de moto sou ainda mais cuidadoso.
    O que evita buzinadas e afins…
    Esses dias até o Dri tirou um barato quando dei poassagem para um motoqueiro passar!


  7. Meu amigo;
    Fico contente por perceber que vc me entendeu: na verdade, eu não tenho nada contra motociclistas. Tenho sim contra a violência que alguns dos motoqueiros e quejandos usam para com o resto da população não motoqueira (pilotos de outros veículos e pedestres em geral).
    Dizer que tenho ogeriza e está piorando é exagero proposital pra brincar um pouco com o que eu considero um problema a ser resolvido: a VIOLÊNCIA GRATUITA, que me assusta muito porque não sei que mundo vou legar a meu filho e a meus netos. Tenho medo do que possa sobrar daqui para a frente. Só isso.
    Um abraço



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