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CAPACETES: Dicas para compra e uso.

9 julho, 2007

Os fabricantes estão caprichando e sempre inovando na segurança e aparência, fabricando capacetes cada vez mais bonitos. Este item tão importante para a segurança “virou moda”.

Por que usá-lo? Simplesmente porque, num acidente, ele poderá salvar a sua vida!

O QUE DIZ A LEI?

CÓDIGO NACIONAL DE TRÂNSITO

Art. 54. Os condutores de motocicletas, motonetas e ciclomotores só poderão circular nas vias:
I – utilizando capacete de segurança, com viseira ou óculos protetores,

Art. 55. Os passageiros de motocicletas, motonetas e ciclomotores só poderão ser transportados:
I – utilizando capacete de segurança;

As autoridades de trânsito esclarecem que a infração por dirigir sem capacete ou usá-lo de maneira inadequada, determina a suspensão do direito de dirigir, independentemente da pontuação existente no prontuário do infrator.

Portanto, não há a necessidade de se atingir os “ vinte pontos ”, como pensam alguns.

COMO COMPRAR UM CAPACETE

– Alguns fabricantes e comerciantes “recomendam” que os capacetes devem ser substituídos após 5 anos de fabricação, mesmo não tendo sofrido nenhum choque. Isso é uma tremenda “malandragem” . Eles alegam “fadiga de material” para recomendar a troca. Não sei quanto à durabilidade dos feitos de Plástico Injetado (ABS), Kevlar, Fibra de Carbono, mas se os de fibra de vidro devem ser trocados a cada 5 anos, porque não recomendar também a troca das carrocerias dos carros feitas do mesmo material ? A maioria dos para-choques dos veículos atuais são feitos em plástico ABS injetado. Se depois de 5 anos esse material deixa de ser seguro, não seria o caso de se recomendar a troca dos para-choques também ? Não sou técnico no assunto, mas esse “prazo de validade” dos capacetes, é no mínimo muito estranho…

Consultando uma autoridade de trânsito em nossa cidade, fui informado que essa recomendação é descabida e não existe nenhuma exigência legal pois não consta em nenhuma resolução, portaria ou lei. Portanto se alguém alegar que seu capacete “está vencido” , desafie-o a provar onde está essa exigência.

– Algumas indústrias usam números, outros letras para diferenciar tamanhos. Para saber a medida ideal de seu capacete, proceda da seguinte forma :

Com uma fita métrica na altura de suas sobrancelhas e orelhas meça a circunferência de sua cabeça em centímetros.

Abaixo estão as medidas correspondentes.

55/56 cm NÚMERO 55/56 ou S
57/58 cm NÚMERO 57/58 ou M
59/60 cm NÚMERO 59/60 ou L
61/62 cm NÚMERO 61/62 ou XL

– Opte por um capacete que sirva justo mas que não aperte. Com o tempo de uso o interior do capacete irá “alargar” e se ajustar.

Capacetes largos tendem a sair do lugar em velocidade e podem colocar a sua segurança em risco.

Capacetes apertados, com o tempo vão causar dores que dificultam a sequencia da viagem.

Se seu capacete está incomodando na testa, por exemplo, localize a posição e pressione fortemente com o polegar a fim de “amassar” um pouco o Isopor, diminuindo a pressão. Pressionar o isopor com a parte externa de uma colher é uma boa alternativa. No caso de estar machucando na orelha, retire a forração até expor o Isopor, com a ajuda de uma faca ou canivete, aumente a área destinada a orelha, dos dois lados, e recoloque a forração.

As orelhas devem ficar livres de qualquer pressão sob o risco de dor intensa após algum tempo de uso. Lembre-se que também usando o capacete, por medida de segurança você deve “ouvir” o que se passa à sua volta.

– A higiene é importante no capacete. Dê preferência aos capacetes com forro removível. Lave-o com frequência. Imagine o que é usar a mesma roupa de baixo sem lavá-la durante um ano ou mais.

ESCOLHENDO E AJUSTANDO O CAPACETE
Você pode ter um capacete aberto para dar aquela voltinha na cidade, praia, recinto de encontros e atender à lei. Afinal, você também quer ser visto e reconhecido! Capacetes abertos são muito utilizados por proprietários de motos custom. Eles oferecem bem menos proteção que os capacetes fechados, é uma questão de escolha.

A Lei permite os capacetes abertos, desde que sejam homologados e utilizados com viseiras ou óculos de proteção.

Quando pegar a estrada, dê preferência a um capacete integral. Se você mesmo sabendo que é menos seguro, optar por um aberto, utilize uma viseira inteiriça, ao invés de óculos. Se a viseira for tipo “cristal” (translúcida), pode-se usar se for necessário um óculos de grau ou de sol por baixo. Preocupe-se bastante com a espessura do material da viseira. Ele deve ser o mais resistente possível. Um besouro, passarinho ou pedra mesmo pequenos a 100 -110 km/h fazem quase o mesmo efeito de um tiro de arma de fogo.

Alguns capacetes abertos, muito usados, não têm o selo do INMETRO, portanto de acordo com a lei, são proibidos e você estará sujeito à multa e apreensão da carteira, se o policial for rigoroso e agir como manda o código de trânsito .

O critério de escolha, deve ser em primeiro lugar pelo material de fabricação: Kevlar, Fibra de Carbono e Plástico Injetado(ABS) são teoricamente mais resistentes que Fibra de Vidro.

Acredito que simplesmente comprar um capacete homologado, com selo do INMETRO não seja suficiente. O controle de qualidade é também muito importante.

Leve em consideração o fabricante. Dê preferência ao produto de uma indústria bem conceituada no mercado e que tenha um nome a zelar.

Quando usar o capacete por tempo prolongado, principalmente em dias quentes, coloque uma bandana por baixo. Isso evitará que o suor escorra da testa para os olhos e também que o capacete fique com cheiro desagradável. Alguns molham a bandana nos dias de calor intenso, mas se não houver a possibilidade de secar o capacete após o uso, (deixá-lo ao sol, por exemplo) esta prática. é desaconselhada.

Cuide bem do seu capacete, evitando guardá-lo-lo em lugares úmidos, ou muito quentes e sem ventilação.

VISEIRAS
As viseiras devem ser mantidas limpas e sem arranhões. A viseira um pouco arranhada que você acha que dá para usar durante o dia, pode tirar sua visão e causar um acidente à noite. É muito desagradável descobrir quando escurecer que você não consegue enxergar nada quando cruza com a luz de um carro em sentido contrário.

O custo da substituição de uma viseira é irrisório considerando-se o prazer de pilotar e o benefício que ela traz à sua segurança.

TESTE A FIVELA / TRAVA DE FECHAMENTO
Após colocar o capacete e travar a cinta jugular, insira seu dedo entre o pescoço e ela e tente puxá-la para baixo. Se a fivela estiver bem fechada não deve se soltar em hipótese alguma. Uma fivela com defeito ou de material duvidoso pode romper-se em um acidente e o capacete pode sair da sua cabeça.

LIMPEZA
Para limpar o capacete, utilize uma flanela limpa e sabão neutro. É recomendável mantê-lo sempre encerado, pois em caso de queda, ele deslizará melhor no asfalto, pelo menos em um primeiro momento.

TROFÉU
É voz corrente entre os motociclistas mais antigos e experientes que após um tombo seu capacete deverá ser guardado como lembrança. Dizem até que “dá azar” continuar a usá-lo. Misticismo à parte, a verdade é que um capacete após o impacto, pode apresentar fissuras que muitas vezes não são visíveis. Encare-o como um troféu, ou um anjo da guarda que pode ter salvo sua vida, e reserve em sua estante um espaço de destaque para exibí-lo.

PORQUE USAR UM CAPACETE FECHADO ?
A foto, o texto e os dados abaixo, consegui em um site americano de motociclismo. O diagrama das áreas de impacto dos capacetes, é o resultado de um estudo sério, extenso e responsável, encomendado pelas autoridades de trânsito dos USA. Lá, segurança é assunto tratado por todos com muita responsabilidade.

Este é o capacete de um motociclista após ter sofrido uma queda. Ele safou-se, por estar usando um capacete fechado. Não sofreu nenhum dano no rosto. Se estivesse usando um capacete aberto, provavelmente seria incapaz de voltar para casa pilotando!

O diagrama acima mostra as áreas de impacto em capacetes nos acidentes de motos. Note que 35% de todas as pancadas e raspadas, foram na área do queixo. Isso significa que se você estiver pilotando com um capacete aberto (sem a “queixeira) esteja ciente que sua cabeça terá apenas 65% da proteção que poderia ter.

E pior ainda: se você estiver usando um capacete tipo “coquinho” ou um de modelo “nazista”, você estará tendo sòmente 39% da proteção que poderia ter. Você estará literalmente “jogando fora” 61% da proteção que teria se estivesse usando um capacete fechado.

Usar um capacete “genérico” ou não homologado, só prá enganar o guarda é o tipo de “malandragem” que não compensa.

Quanto à você não sei, mas minha cabeça é um bem muito precioso…

A escolha é sua. A cabeça é sua. A vida é sua.

Fonte: www.twisteronline.com.br

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9 comentários

  1. Achei muito interessante…
    Não sabia que não é preciso trocar o capacete a cada 5 anos, nem da diferença de materiais… assim como todos os cuidados citados como viseiras, encerar o capacete, lavar o forro caso seja removível, usar bandana sob o capacete em dias quentes (cuidados estes que ainda precisamos ajeitar, não?).
    Quero descobrir meu tamanho ideal de capacete… meu anterior era um desastre, lembra? Apertava horrores!
    Achei legal também as informações de segurança entre um capacete fechado e um coquinho…
    Enfim, adorei tudo!
    Sempre bom estarmos bem informados sobre nosso mais novo e adorado brinquedinho!


  2. Gosto da palavra “motoneta”! ^_^


  3. Meu, mto bom mesmo! Olha, eu nunca andei de moto na vida, nem tenho esse sonho guardado dentro de mim, mas eu conheço gente que anda, e acho legal você ter essas informações.

    Bom… eu diria que se eu tivesse um capacete ele provavelmente teria que ser especialmente projetado. Não basta ter uma cabeça grande, tem que ter uma cabeça gorda tb!!! 🙂

    Vou passar essas informações adiante, mto legais mesmo! See ya!


  4. Eu só posso dizer que nenhum capacete do mundo serve em mim, TODOS ficam enormes!!!!!!

    Preciso de um capacete Fefa, hehe!

    Mto boas essas dicas!


  5. Quando uma policial te para em uma vistorioa de trânsito e te multa:
    Voçê usando capacete mas a viseira suspença ela pode recolher sua abilitação, qual a minha defesa nesse momento. Antes dela mim parar tinha carros na minha frente reduzir a velocidade e suspendir a viseira ai ela mandou encostar e não olhou mais nada imetro do capacete, pisca alerta nada, nem o bom censo usou e não teve argumento para ela ver que eu não fiz Propositalmente.


  6. sera presiso usar capacete na moto4 e de lei. Pede carta de carro para andar de mota4 e nao poso andar na auto estrada. Um carro escapotaval pode andar cem capasete e a moto porque nao pode a segurança nao e a mesma.vim de moto4 do algarve da praia da rocha para gaia sai de la 8h15 chegei a gaia 18h15 estou triste por nao saber as leis sobre a moto4 uns policias dizem uma coisa outros dizem outras quem me vou confiar uns diziao que podia andar outros que nao


  7. Prezados, a matéria é bastante interessante na maioria dos pontos abordados. Só fiquei pensando em relação ao tempo de durabilidade do capacete, que segundo a informação acima dizem os fabricantes que o prazo é de0(5) anos, se não existem Lei ou muito menos resolução em relação ao prazo de validade, creio que isso deveria ser regulamentado, pois assim obrigaria realmente as empresas a aferir se os capecetes estão em condições de uso, como acontece com os extintores. Que precisam passar pelos testes. E ainda mais, não sei que tipo de moto as pessoas que visitam esta pagína possuem,mas venhamos e convenhamos, quem possui uma motocicleta mesmos as 125 e BIZ, o valor não em menos que três mil Reais. Portanto adquirir uma capacete de R$ 200,00 Duzentos Reais, nos dias de hoje e utiliza-lo, por um periodo de sessenta meses, ou cinco anos, o custo benefício é bastante grande. Senão Vejamos:
    200,00/60 meses = R$ 3,33 Três Reais e Trinta e Três Centavos por mês.
    200,00/5 anos = R$ 40,00 Quarenta Reais, por ano.
    200,00/1825 dias= R$ 0,10 Centavos, por dia.

    Olha pessoal com todo respeito ao criador do blog e usuários de motocicletas e aos fabricantes, mas esse valor para proteger como diz nosso amigo ” Quanto à você não sei, mas minha cabeça é um bem muito precioso”, creio que esse valores não irá deixar ninguém sem proteger as suas cabeças. Pois o custo benefício é extramente ótimo.
    E quanto aos parachoques dos carros, isso vou me ater, mas creio que exista um prazo de durabilidade. Mas esse assunto ainda vou pesquisar e logo em breve estarei passando maiores informações. Parabéns ao criador do Blog é de pessoas assim que precisamos solidária. Abs. Alessandre


  8. Muito boa a explicação. Quanto à segurança ser mania nos EUA, nem sempre foi assim. As autoridades e fabricantes foram postos contra a parede por associações civis. Aqui no Brasil são pouquíssimas. Só lembro aquela que emplacou a eli do ficha limpa…


  9. Gostei muito dos esclarecimentos na nota, todavia fico ainda confuso com uma normativa que estabelece, segundo a ABRAM, que somente os capacetes fabricados após 2007 devem ter o selo do INMETRO (importados ou não). Este é um ponto que necessita ficar bem claro, pois creio que até mesmo alguns fiscais de trânsito podem se equivocar na aplicação de penalidades, eventualmente indevidas.



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