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Viagem Itajubá

21 agosto, 2007

Saída de viagem à tarde, pego a Airton Senna e vamos embora!

Primeiro uma parada estratégica na rua das motos (Barão de Limeira) para comprar a famigerada bolsa de viagem que tanto queríamos. Para poder viajar sem mochilas nos ombros e mais tranqüilos.

São 130 Km até acabar a Airton, pista limpa variando de duas ou três faixas e o melhor, sem caminhões; paisagem muito bonita que, de moto e de dia fica até mais bonita. A parada escolhida fica a 100 Km de Sampa do lado da Tamoios (Estrada que vai pra praia). Nela somos cercados por outras motos e a Fênix fica até com vergonha, afinal é a de menor motor, não que em aparência deixe a desejar, só no motor mesmo.

Abastecemos só por garantia, afinal ninguém quer ficar sem combustível de novo né, e ainda faltam uns 150 Km para terminar a viagem e vem a parte mais complicada da viagem: as estradas de Minas e a serra para chegar até lá.

Pegamos a estrada até Campos do Jordão e 15 Km antes de chegar à cidade pega-se à esquerda no sentido do Sul de Minas!

Isso é realmente o início da serra, estrada de mão dupla com curvas que não acabam mais.

A paisagem por mim foi curtida pela metade digamos assim, afinal tenho que ficar ligado nas curvas e no trânsito, para a Má deve ter sido bem mais bonito, não que não tenha sido para mim, às vezes ia apontando para a Má alguma coisa que me chamava a atenção_ um dos problemas de moto é a comunicação, que fica restrita a sinais e a gritos mau ouvidos.

Um dia ainda quero comprar um comunicador para resolver este problema. O problema é que é caro e tenho outras prioridades no momento, então é sinal, apontar, gestos e vamos nessa!

Aí passa Santo Antônio do Pinhal, Sapucaí Mirim, São Bento, Gonçalves, Paraisópolis…

Neste ponto começa a anoitecer, mas falta pouco pro destino agora, passa Brasópolis e chegamos em Piranguinho que é uma cidade de primeira! Afinal quando você passa a segunda a cidade já ficou para trás. Mais 11Km e chegamos em Itajubá; chegar na cidade é quase uma sensação de chegar em casa, bem parecido com o que sinto quando chego em Poços e vejo a entrada da cidade.

Itajubá foi na minha adolescência um lugar de refúgio, por assim dizer, onde era só curtir e aproveitar, sempre tratado como mais um membro da família, amigo de todos na casa: são realmente pessoas que podem ser chamadas de FAMÍLIA.

Um lugar onde a minha família ficava tranqüila em me deixar ir, o primeiro lugar para o qual eu viajava sozinho.

Acho que por isso é um lugar tão especial para mim, tanto, que desde de a primeira visita eu já sei andar lá sozinho.

A sensação de casa fica ainda maior quando chega a Casa da Família P.

Ser recebido na porta, com sorrisos mil, rostos de alívio depois da demora na chegada (por causa da saída atrasada de Sampa)… isso não têm preço!

Aí é aquela coisa de mineiro: mesa feita e aquele dedinho de prosa que se estica e estica, sai da mesa, vai para a sala e continua gostosa, e vêm as fotos, as filmagem comprometedoras…

É impressionante pensar que já têm uns doze a treze anos que eu vou para Itajubá!

Convites entregues e aceitos!!! Felicidade redobrada ao pensar que estamos fortificando essa relação, criando mais um laço de ligação por assim dizer.

O final de semana poderia ter terminado assim, e já estaria perfeito, mas tudo que está bom pode sempre ficar melhor! Mãe, namorido da mãe, Vó e Vô chegam no domingo para complementar a festa e a alegria.

Nada melhor do que passar o dia dos pais com a família e com os amigos.

Bom demais da conta sô.

E é tão bom que fica difícil ir embora, saímos mais tarde do que o previsto, mas que já era previsto acontecer.

Cinco da tarde estamos já em Piranguinho, e aquilo que eu tava com um pouco de medo acontece, dá-lhe volta na serra de noite.

Mas acabou sendo tranqüila, pegamos treminhões que fizeram o trnsito ficar lento e menos perigoso para andar ocupando uma vaga de carro e andando direitinho de moto.

A parada parecia que não chegava nunca, mas finalmente chegou, a bunda reclamando horrores e doendo pacas, aproveitamos para enrolar um pouquinho enquanto ela se recuperava, comemos alguma coisa e tomamos aquele cafezinho!

Daí a viagem voltou a ser tranqüila na Airton_ como é bom andar de moto em rodovia bem sinalizada e com varias pistas, mesmo de noite sabe. Você ocupa a pista da direita e deixa os carros passarem e vai na viajem de boa.

Chegada em São Paulo e cama na veia.

Que sono, que cansaço! Mas que viagem legal, viu!

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4 comentários

  1. Gente! Vocês vão ser eleitos o casal Mr. e Miss Canela de Cachorro 2007!!!! Como vocês estão viajando, sô!


  2. hahaha… adorei seu comentário, Cláudia!

    Quanto à viagem foi tudo de bom… houve alguns fatores estressantes antes de nos decidirmos pela ida, né? Mas, enfim… fomos, deu tudo certo e foi muito bom!
    Lá fiz o que mais gosto de fazer: batucar numa roda de samba… ô trem bão!!

    Agora, o início da viagem de volta foi punk… não havia um posto e a bunda estava latejando de dor!!! Afe… Deviam fazer pelo menos um posto entre Itajubá e São José dos Campos…

    Mas valeu!!


  3. Vocês parecem mais animados a cada viagem, eu acho muito legal.
    E melhor ainda é chegar no lugar e se sentir em casa, ser bem recebido, reviver momentos bons, que bacana.

    Acho que no fim deu tudo certo, né?
    Mto bom!


  4. Eu acho da hora essas coisas! Quando tiver carro de novo, acho que de vez em quando vou tentar pegar o carro e ir sozinho pra uns lugares desses, hehehe!

    Agora, difícil mesmo é escrever um certo post pra um outro certo blog, com o tema viagem! :S Tá dureza!



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