Archive for novembro \30\UTC 2007

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War Rio

30 novembro, 2007

apologia?

A impunidade banaliza a violência que a injustiça social patrocina – e a passividade mantém tudo em seu lugar. Usar de irreverência para discutir assuntos sérios é uma estratégia de atingir mais pessoas, e de mobilizar os meios de comunicação para debater o que não deve ser apenas noticiado.

o lançamento do ano

 

guerra na cidade maravilhosa

Rio de Janeiro, dezembro de 2007.

Depois de décadas de abandono e desprezo por parte das autoridades, a cidade do Rio de Janeiro finalmente encontra-se em guerra. Enquanto os políticos discursam para uma classe média desinteressada, esquadrões de extermínio, grupos paramilitares, policiais e narcotraficantes disputam o controle da capital.

O cenário disfarça, mas a realidade não engana. Entrecortada por montanhas, florestas e lindas praias tropicais, o couro come nas ruas da cidade. Em alguma esquina do centro, na favela ou nas ruas do bairro, sorrateiramente o dinheiro troca de mão e a arma troca de lado.

os blindados tomam os guetos
e os milicianos controlam o gás,
o bacana aperta a mutuca
e o vagabundo trabalha em paz.
a piranha exerce tranqüila
a mais antiga profissão,
já deixou um galo pro cana,
no esquema do cafetão.
o bicheiro festeja o caixa
no orçamento do carnaval,
na cidade maravilhosa
só não falta é cara de pau.

Nesse tabuleiro sem regras é preciso sorte.

o projeto

O objetivo do projeto é gerar uma discussão através de uma proposta cínica de diversão.

Pegando carona no fenômeno de massa ‘A Tropa da Elite’, a idéia é perguntar ao cidadão carioca se ele acha que esse tipo de entretenimento combina com pipoca ou com uma reflexão profunda sobre a realidade de sua cidade.

Por outro lado é também um jogo bem planejado e realizado: uma paródia irresistível para os amantes do clássico e politicamente incorreto passatempo de guerra. No lugar de invadir Moscou, conquistar a África ou aniquilar os exércitos brancos, que tal invadir a Cidade de Deus, conquistar a Baixada ou eliminar o Comando Vermelho?

War in Rio é reflexão e entretenimento canalha.

o início

A idéia de montar um tabuleiro de War com o mapa da própria cidade já deve ter passado pela cabeça de todo apaixonado pelo jogo. Morando no Rio de Janeiro, a realidade insiste em te convencer de que essa idéia não só é viável, como provavelmente já foi executada pelos poderes oficiais e paralelos que administram o espaço urbano.

Apesar de ter sido idealizado há cerca de 3 anos, o projeto encontrou na tecnologia de mapeamento via satélite uma ferramenta extremamente útil para a criação do tabuleiro.

Além disso, o momento tornou-se oportuno por aproveitar o sucesso do filme ‘Homens de Preto’ estrelado por Will Smith no papel de capitão Nascimento. No filme o soldado pai de família é encarregado de combater os ‘aliens’ da Puc utilizando métodos pouco convencionais.

tabuleiro

O principal desafio por trás da criação do tabuleiro foi manter na versão alternativa a mesma dinâmica do jogo original. Para isso, a distribuição dos territórios e as fronteiras estabelecidas entre as favelas do Rio de Janeiro precisavam encontrar paralelos com as divisões existentes no tabuleiro mapa-múndi.

Para manter a equivalência com os continentes, foram criados setores respeitando as áreas geopolíticas da cidade do Rio de Janeiro. O contorno dessas áreas é arbitrário, mas apresenta relativa fidelidade com o mapeamento da cidade. As regiões criadas foram Zona Sul, Zona Oeste, Central, Zona Norte, Av. Brasil e Baixada Fluminense.

Com o auxílio do mapeamento via satélite (google map), os setores foram divididos em regiões menores, onde uma favela era escolhida para nomear o território. Dessa forma cada favela equivale exatamente a um território do mapa-múndi, e teve seu contorno determinado pelas fronteiras que precisava apresentar na estrutura do jogo.

O tabuleiro projetado oferece informações sobre a localização aproximada das favelas do Rio de Janeiro, apresentando de forma educativa regiões pouco conhecidas por muitos moradores da cidade.

War in Rio é cultura.

exércitos

Diferente do War original onde os jogadores escolhem apenas as cores com que pretendem jogar, no War in Rio os participantes têm a fantástica possibilidade de escolher os exércitos de acordo com os grupos armados que utilizarão. Isso permite que os jogadores se envolvam ainda mais na partida, defendendo suas equipes de acordo com seus ideais.

(para que a partida possa chegar ao final, recomendamos que seja estabelecida uma pequena distinção entre realidade e entretenimento)

O BOPE é representado pelos exércitos pretos, o Comando Vermelho (CV) pelos exércitos vermelhos, a Polícia Militar (PM) é representada pelos azuis, as Milícias os exércitos brancos, o Terceiro Comando (TC) os exércitos verdes e os Amigos dos Amigos (ADA) ficaram com os amarelos.

regras

As Regras do jogo se mantiveram inalteradas, e constituem os mesmos princípios morais comercializados em lojas infantis: matar, destruir, conquistar e aniquilar seus amigos.

War in Rio é amizade.

baralho

O baralho da versão War in Rio foi inteiramente reconstruído. As cartas de territórios apresentam em destaque a imagem da favela e a indicação da região a que pertence, enquanto no verso foi aplicada a identidade criada para o projeto. Assim como o tabuleiro, o conjunto mantém exatamente a mesma estrutura do jogo original, respeitando também a equânime distribuição dos elementos bauhausianos utilizados nas trocas: bola, triângulo e quadrado.

objetivos

Os objetivos do jogo foram adaptados para a realidade violenta do cotidiano carioca. No lugar de conquistar continentes do além-mar, o jogador tem a possibilidade de arquitetar a invasão dos lugares que mora e trabalha, ou de locais que costuma ver em destaque no telejornal.

Por exemplo: é possível que o jogador tenha que ‘conquistar na totalidade as favelas localizadas na BAIXADA FLUMINENSE e as favelas da ZONA SUL’, ‘conquistar 24 favelas à sua escolha’ ou ‘eliminar as MILÍCIAS da cidade do Rio de Janeiro’.

Para inspirar os participantes, acrescentamos ao objetivo uma frase do líder revolucionário Emiliano Zapata: ‘Es mejor morir de pie que continuar viviendo de los rodillos’, que em português pode ser traduzida como ‘põe na conta do Papa’.

agradecimentos

A Leonardo Conrado pelas fotografias, e aos parceiros de War: Xande, Duda, Ricky, Rodrigo e Ricardo – pelo patrocínio e excelente companhia ao longo desses anos. A todos vocês que acreditaram nesse projeto… que merda, hein? 😀

contatos

Se você gostou da idéia e tem comentários ou sugestões a fazer, entre em contato através do e-mail: warinrio@yahoo.com.br

Texto, imagens e tudo mais copiado na cara dura de :

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Aquaplanagem na chuva

26 novembro, 2007


Um dos principais motivos de quedas com motos é a aquaplanagem. Eu mesmo com a Fênix cai já duas vezes por esse motivo. Fica aqui a dica…

Tomara que eu também aprenda!

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Nerd ?!?

23 novembro, 2007

(Você sabe o que é um nerd: aquele cara meio estranho, sem vida social, que adora ciência e tecnologia e tem hobbies obscuros (tipo colecionar gibis japoneses).

Se alguém o chamar de nerd – ou de geek, um subtipo nerd, mais descolado e viciado em brinquedos tecnológicos –, provavelmente não está fazendo um elogio. Ou está? Por incrível que pareça, o nerdismo está na moda. Olhe na TV e no cinema e você perceberá isso.

Até o fim dos anos 90, as séries mais populares eram as comédias urbanas, como Friends e Seinfeld(*meu comentário: Seinfeld é um nerd!!!). Em 2007, muitos dos sucessos da programação têm uma queda nerd: seja solucionando crimes com alta
tecnologia (os detetives de CSI), reinventando a medicina (o cabeçudo doutor de House), discutindo conceitos da física (as teorias por trás de Lost) ou criando computadores (em Heroes).

Essa overdose científica não acontece à toa. É o resultado de uma tendência: a temática dá boa audiências e as emissoras resolvem investir mais dinheiro nela. Tanto que uma das maiores a postas para a temporada é a série The Big Bang Theory (“A Teoria do Big-Bang”), onde os protagonistas, físicos do Instituto de Tecnologia da Califórnia,
tentam conquistar garotas declamando conceitos da Teoria da Relatividade. No horário nobre.

Na 1ª semana de outubro, que marcou a estréia da temporada 2007 nos EUA, 3 programas nerds lideraram a audiência: House, Bionic Woman e CSI. (A conta não inclui as hiperpopulares Lost e Heroes, que continuam de férias.)

CSI foi tão bem-sucedida que deu origem a duas outras séries – CSI New York e CSI Miami. Juntas, elas são seguidas por mais de 2 bilhões de pessoas, em 200 países. “Agora, ser geek é legal”, anunciou o vice-presidente da rede NBC, que já tinha Heroes e acaba de lançar Chuck, sobre um nerd que recebeu no cérebro o download de informações sigilosas.

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Leia mais Dá para ver o fenômeno na música também. O indie rock é a aposta das gravadoras para ganhar dinheiro e sobreviver ao inferno dos downloads piratas.

O cinema também está na onda. Só para citar um exemplo, o veterano Bruce Willis, último dos heróis de ação, se rendeu em Duro de Matar 4.0 – mesmo com toda a sua força, para vencer os bandidos ele teve de pedir a ajuda, veja só, de um hacker.

É o caso de perguntar o que está acontecendo com o mundo. Como aqueles meninos que babavam na gola, os mais ridicularizados do colégio, foram alçados a heróis dos nossos tempos? “Os nerds são muito mais importantes e necessários atualmente”, explica o jornalista americano Neil Feineman, autor do livro Geek Chic – The Ultimate Guide to Geek Culture (“Guia da Cultura Geek”, sem versão em português).

Quando Bill Gates começou a fazer fortuna, nos anos 80, passar a tarde no computador era motivo de chacota. Hoje, é impossível viver longe de um pc. A sua vida está cada dia mais digital – e esse é um caminho sem volta.

É aí que entram os nerds: são eles que vão nos guiar à terra prometida da revolução tecnológica. Vão consertar o computador de casa, recomendar softwares e ensinar a usar todos os recursos do iPhone. De quebra, vão explicar todos os mistérios de Lost!

Repare na diferença: o novo nerd é um cara legal, cujas habilidades são socialmente desejáveis – um sujeito que mesmo você, que não é nerd (ou é?), gostaria de ter como amigo.

Além de mais importantes, os novos nerds estão cheios da grana. “Hoje, você pode fundar uma empresinha de internet e ficar famoso e milionário, como se fosse um astro do rock”, diz Feineman. Já ouviu falar nos donos do Google? Nos YouTube boys? No fundador do Facebook, 23 anos de espinhas na cara e proprietário de um site que pode valer US$ 5 bilhões? Todos nerds. E ricos.

Nos EUA, o setor de tecnologia paga um salário mensal médio de US$ 9.200. Entre todos os setores da economia, só o mercado financeiro remunera melhor. Isso sem falar nas grandes empresas do ramo, que cobrem de mimos seu exército geek: o Google é considerado o melhor lugar do mundo para trabalhar.

Com tanta popularidade – agora todo mundo quer ser nerd! – era natural que o mercado cultural refletisse as mudanças. A indústria dos games, passatempo preferido desse pessoal, já supera Hollywood: fatura US$ 13,5 bilhões anuais, contra US$ 9,5 bilhões dos estúdios de cinema. Até o perfil do jogador mudou: neste ano, pela primeira vez uma pesquisa mostrou as mulheres como maioria entre os gamers. Tudo graças aos jogos online e ao console Wii, da Nintendo, que inaugurou uma nova maneira de jogar, simples e acessível.

É apenas mais uma prova de que a tecnologia saiu do gueto dos garotos com espinhas. Ouça um grupo de meninas e você perceberá que elas falam sobre internet, não vivem sem iPod, sem blog, sem perfil no orkut.

As pessoas comuns estão ficando mais nerds – e os nerds estão ficando mais normais. Isso não quer dizer, claro, que eles sejam totalmente normais. Alguns ainda estão longe disso. Imagine que, ao ver a namorada triste, o rapaz queira dizer algo para acalmá-la. “A vida é cheia de paradoxos. Como a luz, por exemplo. Ela é uma onda, mas aí veio Einstein e mostrou que ela também se comporta como partículas.” Ainda existem coisas que só meganerds, como o físico Leonard, protagonista de The Big Bang Theory, é capaz de fazer.

Outro exemplo interessante é o pessoal do JovemNerd com seu blog.

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Cidade de Interior

21 novembro, 2007

Existem coisas que nem todo mundo já teve oportunidade de viver.
E por este mesmo motivo, muitas vezes acham isso estranho e um tanto quando indelicado. Para aqueles que conhecem ou visitam familiares em Cidadezinhas do Interior essa realidade não é desconhecida.
Nestes locais é comum se passar pelas pessoas e cumprimentar, receber resposta do comprimento, perguntar-se de onde veio, para onde está indo, com quem está, etc…
Isso não é se intrometer, nessas cidades, é cuidado com o visitante, é como se fosse uma maneira de se ser carinhoso, ou melhor, receber carinho estendido a você, vindo do carinho que as pessoas nutrem pelos seus parentes do local.
É um zelo que nas grandes cidades não existe mais, afinal estamos todos tão apressados, não conhecemos nem nossos vizinhos do andar do prédio. Faça um teste: você conhece o nome do servente do seu prédio? Do seu serviço? Do seu vizinho do lado? Se a resposta for não, se pergunte: por quê?
É verdade que sendo maiores, tem pessoas de todo tipo, vindas de todas as partes. Mas nos micro universos por que não conhecer as pessoas?Ter um cachorro me mostrou que isso está dentro de todo mundo, mesmo nas grandes cidades; é impressionante como pessoas se relacionam enquanto seus cachorros se cheiram.
Volta a ter o cumprimento, uma conversa, uma troca de informações.

– Olá! Tudo bem?
– O pelo do seu cachorro está tão bonito! Você está dando alguma vitamina? Passa o nome!
– Qual ração você dá pra ele?

Não há nem uma troca de nomes entre os donos, mas sim dos cachorros.

– Qual é o nome da sua? É ela né? Que bonitinha!!!

Talvez pelo constrangimento da situação isso aflore tão naturalmente, afinal ter seu animal de estimação cheirando as partes íntimas de um outro enquanto você se depara com um estranho, se não houver um diálogo, fica só um silêncio constrangedor.
Mas é muito, mas muito raro mesmo você encontrar algum dono de cachorro que não queira papear, eu mesmo nunca me deparei com um tipo que não trocasse pelo menos um Olá.
No caso a extensão do carinho vem pelo simples fato de seu animal ser amável ou bonito.

Mas me faz questionar, afinal a única coisa que mudou foi a inclusão de um animal de estimação, o que isso faz para quebrar essa barreira?
Queremos mesmo essa barreira? Do que você quer se proteger quando não fala bom dia para seu vizinho? Quando não cumprimenta o porteiro pelo nome?

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Tipos de motocicleta

18 novembro, 2007

Existem várias categorias de motocicletas, cada uma com seu próprio estilo e aplicação:

Motos esportivas

As esportivas são motos com design futurista e mecânica de excelente desempenho. Os motores geralmente possuem mais de 600 cm3 de cilindrada, o que permite maior aceleração, algumas alcançando velocidades próximas a 300 km/hora. Em geral, possuem discos duplos de freio, quadros fabricados em materiais leves, design esportivo, guidão bi-partido com posição de pilotagem baixa, escapamentos com ruído esportivo. São dotadas de carenagem, com o objetivo de reduzir a resistência com o ar. Atualmente, as montadoras aprimoram suas tecnologias nas pistas, durante campeonatos como o MotoGP e o Superbike. A relação peso-potência dessas motos já ultrapassou a barreira de 1:1, onde cada cavalo de potência “empurra” um peso inferior a um quilo.

Possuem pneus largos, visando uma boa área de contato com o solo, tanto em retas como em curvas. Geralmente possuem amortecedor de direção, a fim de se evitar o Shimmy, que, em muitos casos, pode levar o piloto a uma queda. O Shimmy consiste num movimento muito rápido do guidão, virando de um lado para o outro, sem controle, e, normalmente, é causado por ondulações no asfalto. No painel, o que se destaca é o conta-giros, que mede as rotações por minuto. Geralmente fica numa posição de destaque e de fácil visualização. (Atualmente os velocímetros são digitais, assim como os marcadores de combustível, óleo, etc.).

Pela posição de pilotagem (o piloto fica praticamente deitado sobre o tanque, com o tronco inclinado para a frente e os pés para trás), não são motos muito confortáveis para utilização em vias urbanas, sendo mais indicadas para condução em rodovias. Normalmente, o banco do garupa é bastante desconfortável, e alguns modelos, por serem inspirados nas motos de corrida, nem mesmo têm esse banco disponível;

Motos custom

As custom (garfos dianteiros inclinados para a frente) são motos estradeiras, preferidas por um público mais tradicional. Não priorizam a velocidade e são mais voltadas ao conforto, mantendo a altura do banco baixo, pedaleiras avançadas, tanque grande em posição paralela ao chão de forma a proporcionar uma posição confortavel para pilotagem. São muito confortáveis para viagens longas, seja sozinho ou acompanhado. O piloto fica recostado para trás, com os pés para a frente, com as costas geralmente apoiadas em encostos chamados de sissy bar.

A maioria das peças são cromadas e brilhantes, copiando o design das motos antigas. Geralmente possuem alforjes em couro, que são aquelas malas para levar a bagagem. No Brasil, existem muitos moto clubes cujos integrantes apreciam o estilo das motos custom e que vêem nessas motos um estilo de vida. São as motos que apresentam desenho típico das motos americanas dos anos 50 e 60 glamourizadas em filmes como Easy Rider (Sem Destino). Uma variação dentro desta categoria são as Roadsters, que aliam o visual e a posição de pilotagem das custom com o alto desempenho das esportivas.

Motos chopper

As chopper são motos que derivam das custom, com a diferença na posição do tanque que é alto na frente e baixo atras formando uma linha com o eixo da roda traseira, o garfo da frente tem um ângulo em relação ao motor maior que nas custom e seu comprimento também é maior, deixando a distância entre eixos bem grande. Este estilo de moto tem a filosofia de retirar tudo o que não é necessário em uma moto, dai vem seu nome que, em inglês, significa cortar. Geralmente não possuem banco para o garupa, alforges ou paralamas dianteiros. Seu visual é bastante despojado e agressivo. O conceito de moto chopper, originado dos EUA, foi disseminado mundo afora através do filme “easy rider” (sem destino), lançado em 1969, em que os atores Peter Fonda e Denis Hopper interpretam os dois motociclistas que viajam pela américa sobre suas choppers. Quando se fala em moto “chopper”, a primeira imagem que vem à cabeça é uma moto com muitos cromados, garfo dianteiro enorme, guidão alto (apelidado de “seca-sovaco”) e tanque em forma de gota. As motos do filme Easy Rider, que tinham nome (chamavam-se: Capitão América e Billy Bike), talvez sejam as “Choppers” mais famosas do mundo.

A partir desse momento, o design da moto chopper se difundiu, o que levou os proprietários das Harley e das Indians a modificarem suas motocicletas em busca do visual chopper. Hoje, a industria de motos chopper continua com seu espirito “hand made”, mas não mais modifica motos de linha, e sim constrói as motos, desde o chassi, motor, tudo personalizado. A febre chopper é tamanha, que existe até um programa de tv, mostrando o dia-a-dia de uma fábrica de choppers, o American Chopper (Orange County Choppers, no original).

Motos naked

As naked (“nuas”), são motos que têm bom desempenho (algumas de alta cilindrada) em relação ao motor e conjunto mecânico, mas modificadas para permitir uma posição de pilotagem menos deitado, e mais sentado, melhorando o conforto para condução em vias urbanas, com guidão mais alto do que nas esportivas, porém não possuem carenagem (que são caras e freqüentemente são danificadas quando na condução em vias de muito tráfego). Com faróis redondos e pneus esportivos, possuem design misto entre motos de passeio e motos esportivas. São mais adequadas que as esportivas para andar entre os carros na cidade, e apresentam bom desempenho nas estradas. O único inconveniente é a falta de proteção contra o vento (pela posição de pilotagem sentado) no caso das viagens. Existem no mercado bolhas e semi-carenagens para solucionar este problema, mas em sua maioria, pioram drasticamente o visual da moto.

Motos de todo o terreno

As motos ‘de todo o terreno são as off-road, a saber nas suas diversas variantes: motocross/supercross, enduro, cross-country, trial, raids e trail. Como exemplo de modelos destas variantes, respectivamente, citamos: Kawasaki KX-F 250, KTM EXC 400, KTM XC 250, GAsGAs TXT 280, KTM 660 e BMW F650GS. Os pneus são específicos, geralmente para tração na terra (tipo tacos) e rodas maiores, para transpor obstáculos com maior facilidade. A sua suspensão possui um curso total maior, sendo mais altas em relação ao solo, para absorver impactos e não os transmitir para o piloto.

O visual geralmente é despojado, com desenho rústico e/ou agressivo, sem acessórios que possam ser danificados quando a moto for utilizada em trilhas. Possuem também uma relação de marchas curta e rápidas acelerações, com motores de 125 a 600 cm3 de cilindrada ou mais. Dentro desta categoria, existem as Big Trail, motos de uso misto para viagens longas que incluem trechos de off-road. São mais confortáveis e mais pesadas, com pneus de uso misto e tanques de combustível que chegam a 40 litros, para permitir boa autonomia em trechos longos em que não é possível o reabastecimento. São a maioria das motos que participam do Rally Paris-Dakar.

Outra variação dentro desta categoria são as MotoCross, indicadas para participação em campeonatos de velocidade/saltos em terra ou de rally, vendidas sem acessórios obrigatórios para utilização em vias urbanas (espelhos, piscas, lanternas). Uma nova variação dentro da categoria Trail são as Motard e Supermotard(que veremos a seguir), motos originalmente de trail/cross mas que foram adaptadas para competições em circuitos que alternam trechos de alta velocidade em asfalto com trechos de terra e saltos. Utilizam motores com capacidade cúbica acima de 600 cm3 de cilindrada.

Motos supermotard

As supermotard são motos que estão entrando no mercado, com as montadoras voltando suas atenções pra esse nicho, de motos trail com ciclística esportiva, com rodas e pneus esportivos. Existem muitas competições, inclusive agora no Brasil. Nos campeonatos, as motos enfrentam trechos de asfalto e de terra, às vezes até com alguns saltos. São chamadas também de fun bikes ou de Super Moto. O que caracteriza uma moto SuperMotard é o aro das rodas, sempre de 17 polegadas.

Motos pocketbikes

As pocketbikes ou motos de bolso, são muito conhecidas no exterior, e estão chegando ao Brasil. São mini-motos de alta performance, voltadas para o público adulto. Em sua maioria possuem 13 cavalos e suportam um peso de até 110 Kg. Podem até ser levadas embaixo do braço, devido ao seu tamanho. Possuem tanque de gasolina de 1 litro, que já garante bastante diversão. Existem corridas de pocket bikes para o público adulto, mas apenas no exterior. No Brasil estas corridas ainda são voltadas apenas para crianças, que correm em kartódromos. Os modelos nacionais ainda estão muito longe de concorrer com os modelos importados, mas o mercado está demandando bastante esta novidade.

Motos street

As street são motos que apresentam conforto e mobilidade para serem utilizadas no trânsito urbano, geralmente de 125 cilindradas. A posição de pilotagem é sentada, com os pés apoiados nas pedaleiras. Apresentam desenho simples, com banco para garupa, sem muitos acessórios, e permitem a utilização entre os veículos nas vias urbanas (corredores). Variações com motores de 150, 200 e 250 cilindradas com desenho semelhante às de 125 cilindradas também são vendidas. No passado, a Honda-Brasil vendeu motos street de 400 e 450 cilindradas, com desenho de motos street, mas com dimensões proporcionalmente maiores ao aumento de cilindrada, perdendo parte da mobilidade no trânsito. A maioria das street apresentam velocidades máximas por volta de 110 km/ hora.

Motos Underbone

As underbones são motos de dimensões reduzidas, menores do que as street, geralmente com câmbio semi-automático, baixas cilindradas (abaixo de 125 cilindradas), baixo desempenho, baixa manutenção e baixo consumo de combustível. Com essas características, são bastante utilizadas por empresas com serviços de entrega urbanas (moto-boys), por unir a facilidade da condução em corredores das vias urbanas ao baixo custo da moto e baixo custo operacional. Apresentam acelerações menores do que as street e velocidades máximas de cerca de 100 km/ hora.

Motos scooter

As scooter são motos que permitem a posição de pilotagem sentado e com os pés apoiados no piso, sem a necessidade de usar os pés para a troca de marchas, montadas com câmbio automático (CVT) por corrente dentada com polias variaveis. maioria das scooters possui 50cc equipadas com motores 2 tempos. Acima disso se encontram as de 4 tempos. Usadas para pequenos deslocamentos e lazer, apresentam compartimentos porta-capacetes que permitem ao usuário deixá-lo escondido na moto enquanto não estão sendo utilizados.

É permitida a condução das scooters’ de, no maximo, 50 cc por qualquer pessoa maior de 18 anos, sem a necessidade da Carteira Nacional de Habilitação, desde que a moto esteja devidamente emplacada e o condutor use capacete. Não é permitido o trafego de scooters em rodovias federais, mas, geralmente, isso não é levado em conta, desde que se use capacete, o que a faz ser procurada por pessoas que ainda não possuam habilitação para pilotar motocicleta acima de 50cc(categoria “A”).

Geralmente, as motos de baixa cilindrada (de 50 a 100), apresentam baixo desempenho, baixa manutenção e baixo consumo de combustível. Existe uma nova tendência de equipar as scooters com motores maiores, de até 400 cilindradas (Suzuki Burgman), para atingir uma pequena fatia do mercado de usuários que querem maior desempenho aliado ao conforto de pilotar com os pés apoiados.

Para mais informações, contate o site do Detran de sua cidade!

Motos baby

As “Baby” são motos das décadas de 20 e 30. São caracterizadas por serem bem rústicas pois as primeiras motos desse estilo eram “rabo duro” (sem amortecedor traseiro), o centro de gravidade é bem baixo, seu tom de pintura bem peculiar, haja vista que eram utilizadas até 14 camadas de tinta (a moto ficava com o tom de cor parecido com o de panelas esmaltadas). A marca de moto Baby mais famosa do mundo é a Indian. Há quem diga que as motos custom derivaram das Baby.

Motos dual purpose

São motos que servem tanto para estradas quanto para terrenos ‘off road’. Estas motociletas, também chamadas de ‘big trail’, geralmente são de maior porte e com motores acima de 600cc. Possuem tanque grande para proporcionar maior autonomia..

Texto retirado da Winkipédia.

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Carros x Motos ?

10 novembro, 2007

Depois de ler este texto, e só depois, veja o filme abaixo.
Para que você consiga ver exatamente onde está o humor…
Quem o humorista está satirizando.

Um dos sonhos mais comuns do “motorista padrão” de carro é que não existissem motos.
Mas isso, principalmente em cidades grandes como São Paulo e Nova Iorque, é impossível.
Em um trânsito caótico, onde há a necessidade de agilidade no acesso a diversas partes diferentes da cidade e com a falta, no caso de São Paulo, de um transporte publico realmente de qualidade e veloz, a moto é uma ferramenta indispensável.
Quem faz realmente congestionamentos, engarrafamentos e todo o mal nas ruas das cidades são os carros; na verdade, o mau uso deles aliado à falta de transporte público de qualidade.
O sonho dos motociclistas e motoqueiros também é de não haver tantos carros, afinal ninguém quer morrer atropelado, essa é a grande verdade.

O grande trunfo fica mesmo na mão do motorista de carro.
Ele sim tem o poder de definir e moldar o trânsito nessas grandes cidades.
Quer se livrar realmente de um “motoboy”? Dê passagem!
Não quer ouvir buzininha chata? Não coma faixa e respeite a sinalização.
Não quer ter seu retrovisor quebrado ou arranhado? Use-o! Ele existe para ser usado, para você, motorista de carro, poder ver que existe outro veículo (moto) passando perto e fazer a gentileza de dar passagem para alguém que pode usar de uma vantagem real e leal para “cortar” o congestionamento e chegar mais cedo em seu destino.

Em grande parte das vezes a impressão que se tem é que o motorista de carro inveja o motorista de moto, simplesmente por que uma moto pode passar em um espaço físico que o carro não consegue.

Também sei que existe um grande número de “motoboys” que não respeita nada nem ninguém, mas pense: isso existe também com motoristas de carro e a solução é sempre essa; quer se matar, se mate sozinho, dê espaço e deixe este louco passar e ir embora para bem longe de você.

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Encurta

5 novembro, 2007

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Pelo Menos né?!