Archive for junho \26\UTC 2008

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Diário de uma queda parte II

26 junho, 2008

Dia 16 de Junho

Tudo aprovado pelo plano, principalmente o médico (que queríamos que fosse um de confiança – o mesmo que operou a Má). Uma passada rápida no cabeleireiro para um pequeno corte de cabelo.

Uma constante nesta semana de espera foi a dor. Quando eu era pequeno me machuquei muitas vezes, algumas de maneira bem séria, mas nunca tinha quebrado nada, só trinquei o antebraço esquerdo, por coincidência também por queda em cima do braço…

Minha mãe, sempre que eu me machucava, fazia quase sempre a mesma pergunta com algumas variantes: “Você é Homem ou saco de batata?”; “Você é Homem ou um saco de pipocas?”

Essa era a maneira dela de pedir que eu tivesse força, que fizesse força, que agüentasse a dor e o momento pelo qual estava passando. A dor mais doída que senti na vida foi quando depois de ter a ponta do dedo médio esmagada e arrancada num moedor de cana manual, ter que tirar os pontos: a carne tinha crescido por cima, teve que cortar essa carne e os pontos… E sem anestesia.

Depois disso (e com os anos de bagagem) consigo suportar bem a dor hoje em dia. No caso do braço a dor não era tão aguda, mas sim muito constante, incomodava demais!

Dia 17 de junho

Meu dia de operação. Já de posse de todos os documentos e autorizações que precisaria segui de táxi para o hospital com minha mãe, me internei e fiz alguns exames pré-operatórios no hospital.

As dezenove e vinte horas, mais ou menos, fui levado de maca para a sala de cirurgia, conversei com o médico, que já estava lá, pronto para o procedimento e também com a anestesista que preparava minha injeção abençoada de sono. Anestesia geral é isso ai.

Acordei acho que já no quarto com minha mãe a e Má contando que já eram duas da manhã, que tinham falado com o médico, tudo tinha corrido bem na cirurgia_ que acabou durando um pouco a mais pelo meu tamanho. Foram embora e eu dormi.

Dia 18 de junho

Este dia passou rápido, sem dor depois da cirurgia. O que me incomodava era o dreno para o sangue poder sair.

Tudo tranqüilo e sem novidades; a não ser pela visita de um grande amigo pra coroar a noite. Obrigado Ikki.

Dia 19 de junho

O médico passou cedo no quarto, olhou os pontos, olhou o braço, fez alguns comentários e, olhando para mim, perguntou: Quer ir embora?

Minha mãe veio me acompanhar.

E foi assim que ganhei alta do hospital.

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Diário de uma queda parte I

22 junho, 2008

Sim esta é uma série de post compridos e de “diário”.

Dia 09 de junho.

Dia nove foi uma segunda-feira, e saí para trabalhar de moto como de costume! Fazia um dia bonito e eu ia até que tranqüilo…

No final da Av. Lineu de Paula Machado (pista em frente ao Jockey Club), o trânsito, como de costume, deu uma parada e estava eu com minha moto_ mas ocupando vaga de carro. Infelizmente no trânsito de São Paulo, não dá para deixar uma distância razoavelmente boa para se conseguir frear com tranqüilidade!

E este foi meu erro e problema. Numa frenagem de moto se usa 70% de pressão no freio da frente e 30% no freio de trás. Como ter certeza dessa porcentagem? É uma medida subjetiva (depende de cada pessoa e de cada moto)! Tenho certeza que acionei de forma correta, para não travar a roda da frente, mas o resultado foi justamente esse:

a roda da frente travou e isso significa uma única coisa para quem anda de moto – tombo na certa.

E foi o que aconteceu, a roda travou e a moto começou a cair para a esquerda; caí em cima do ombro esquerdo com todo o peso, e soltei a moto, afinal não teria o que fazer.

Como o que todos os que sofrem acidentes falam, isso são flashes na memória. Imagens como em slide.

Quando tudo parou, minha reação foi naturalmente tentar levantar e tirar o capacete, mas a “irmandade” já estava lá e me pediram para ficar sentado. Notei que meu braço esquerdo doía muito e a viseira estava riscada o que não deixava enxergar direito…

Tirei o capacete, verifiquei se o celular funcionava, se minhas coisas estavam juntas de mim. A dor no braço era forte e decidi obedecer a irmandade e fiquei deitado. Peguei o celular e liguei primeiro para o serviço; como a irmandade me falava, o resgate já estava vindo, falei com o Vice-Chefe deitado apoiado em minha mochila que continuava as minhas costas.

Me surpreendi quando vi que meu resgate era um caminhão dos bombeiros, daqueles grandes mesmo, de incêndio.

Fui muito bem cuidado e tratado, sempre com muita educação e respeito.

Acabei indo parar no HU (Hospital Universitário da USP); não fui mal atendido lá, mas fiquei muito tempo esperando ser encaminhado para o Hospital Paulistano, que é praticamente exclusivo da Amil, meu plano de saúde. Neste meio tempo, já tinha falado com a Má_ que estava em Guarulhos e tentava chegar a tempo na USP para ir comigo para o outro hospital.

Isso demorou a manhã inteira e o início da tarde.

Ela chegou a tempo de ir comigo e daí foi tudo meio automático até o início da noite, que foi quando resolvi contar para minha mãe o acontecido.

Dormi no hospital sozinho, por que meu plano é enfermaria.

A dor no braço era intensa e constante; em todos os momentos ela estava ali presente.

Estas fotos ilustram um pouco o acontecido de forma visual:

Dia 10 de Junho.

Minha mãe veio ficar comigo no hospital, mas foi proibida de subir na hora que chegou por causa dos horários de visita.

O médico me visitou na hora do almoço para me dar alta do hospital, pelo menos provisória. Não podia fazer a cirurgia, que estava por vir naquele momento, por eu tomar um remédio que anticoagula o sangue_ teria que esperar até terça-feira (dia 17) para ser operado. Pinos e placas tinham que ser liberados pelo plano, como também a cirurgia e foi atrás disso que corremos essa semana.

Até quis ir trabalhar, mas, além de ser impedido pela chefa, a dor era forte.

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Modernidade

1 junho, 2008
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Esse é o nosso futuro!
Daqui a alguns poucos anos vai ser difícil explicar por exemplo o que é um telefone publico de ficha!
Ou mesmo a giria: Caiu a ficha?