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Diário de uma queda parte I

22 junho, 2008

Sim esta é uma série de post compridos e de “diário”.

Dia 09 de junho.

Dia nove foi uma segunda-feira, e saí para trabalhar de moto como de costume! Fazia um dia bonito e eu ia até que tranqüilo…

No final da Av. Lineu de Paula Machado (pista em frente ao Jockey Club), o trânsito, como de costume, deu uma parada e estava eu com minha moto_ mas ocupando vaga de carro. Infelizmente no trânsito de São Paulo, não dá para deixar uma distância razoavelmente boa para se conseguir frear com tranqüilidade!

E este foi meu erro e problema. Numa frenagem de moto se usa 70% de pressão no freio da frente e 30% no freio de trás. Como ter certeza dessa porcentagem? É uma medida subjetiva (depende de cada pessoa e de cada moto)! Tenho certeza que acionei de forma correta, para não travar a roda da frente, mas o resultado foi justamente esse:

a roda da frente travou e isso significa uma única coisa para quem anda de moto – tombo na certa.

E foi o que aconteceu, a roda travou e a moto começou a cair para a esquerda; caí em cima do ombro esquerdo com todo o peso, e soltei a moto, afinal não teria o que fazer.

Como o que todos os que sofrem acidentes falam, isso são flashes na memória. Imagens como em slide.

Quando tudo parou, minha reação foi naturalmente tentar levantar e tirar o capacete, mas a “irmandade” já estava lá e me pediram para ficar sentado. Notei que meu braço esquerdo doía muito e a viseira estava riscada o que não deixava enxergar direito…

Tirei o capacete, verifiquei se o celular funcionava, se minhas coisas estavam juntas de mim. A dor no braço era forte e decidi obedecer a irmandade e fiquei deitado. Peguei o celular e liguei primeiro para o serviço; como a irmandade me falava, o resgate já estava vindo, falei com o Vice-Chefe deitado apoiado em minha mochila que continuava as minhas costas.

Me surpreendi quando vi que meu resgate era um caminhão dos bombeiros, daqueles grandes mesmo, de incêndio.

Fui muito bem cuidado e tratado, sempre com muita educação e respeito.

Acabei indo parar no HU (Hospital Universitário da USP); não fui mal atendido lá, mas fiquei muito tempo esperando ser encaminhado para o Hospital Paulistano, que é praticamente exclusivo da Amil, meu plano de saúde. Neste meio tempo, já tinha falado com a Má_ que estava em Guarulhos e tentava chegar a tempo na USP para ir comigo para o outro hospital.

Isso demorou a manhã inteira e o início da tarde.

Ela chegou a tempo de ir comigo e daí foi tudo meio automático até o início da noite, que foi quando resolvi contar para minha mãe o acontecido.

Dormi no hospital sozinho, por que meu plano é enfermaria.

A dor no braço era intensa e constante; em todos os momentos ela estava ali presente.

Estas fotos ilustram um pouco o acontecido de forma visual:

Dia 10 de Junho.

Minha mãe veio ficar comigo no hospital, mas foi proibida de subir na hora que chegou por causa dos horários de visita.

O médico me visitou na hora do almoço para me dar alta do hospital, pelo menos provisória. Não podia fazer a cirurgia, que estava por vir naquele momento, por eu tomar um remédio que anticoagula o sangue_ teria que esperar até terça-feira (dia 17) para ser operado. Pinos e placas tinham que ser liberados pelo plano, como também a cirurgia e foi atrás disso que corremos essa semana.

Até quis ir trabalhar, mas, além de ser impedido pela chefa, a dor era forte.

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13 comentários

  1. Melhoras, meu velho!


  2. Aiiiiinnnn, que pancada feia! Mioras…


  3. Nessas horas ser bem atendido é fundamental, ainda bem que tiveram todo o cuidado com você.
    Eu acho que você tem que ir atrás disso da roda travar, não me parece normal e erro do condutor.


  4. Ui!!! Que dor!!! Fica bom logo, moço.


  5. Caramba meu, tah precisando de alguma coisa? Espero melhoras hein. Vou te contar vc gosta de um hospital neh?

    []’s


  6. Q rola feio, hein? Só pra ter um pouco de humor negro (bem negro por sinal), vc já está oficialmente batizado….. 🙂
    Melhoras para o(s) seu(s) braço(s) e meus pêsames pela moto…


  7. (suspiro)
    (profundo)
    (momento gauche que não acaba nunca)
    (triste ter acontecido isso)
    (e vc ter que operar)
    (e a moto)
    (e várias outras coisas que acabaram deixando de acontecer)

    (se eu parar o mundo, vc desce comigo?)


  8. Affffff…. que bagulho feio borbô….

    Melhoras cara… podia ser pior! Você poderia estar com um carregamento de cerveja na garupa!!!

    Abraços.

    (e pára de se preocupar com aquele outro lance lá!)


  9. Nossa, que post bem escrito! Eu acho que vc tinha que escrever com uma mão só sempre! Hahaha!

    Eu fico feliz que vc tá melhorando e tá bem. Realmente, poderia ter sido bem pior. E vc ainda teve a chance de andar de caminhão de bombeiro, olha que legal!

    Abraço, cara! Tamo junto!


  10. Ainda bem que nada mais sério aconteceu.
    Melhoras!
    Abraço


  11. […] primeiro foi há pouco mais de duas semanas: maridóvisky caiu da moto e machucou feio! Quebrou o braço e tudo! Teve que operar. Mas está passando bem agora, de tipóia […]


  12. Isso deve ter doído para caráleo!
    Melhoras aí!


  13. Pena maior pela menina 😦
    Mas que vc tb fique bem. Fuerza, hermano!!!



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