Archive for the ‘Curiosidades’ Category

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Chegou a TV de alta resolução

8 dezembro, 2007

O HDTV
Mas cuidado! nem tudo é.

Tá todo mundo indo na onda da TV de alta resolução, a chamada “TV digital”

É preciso que as pessoas tenham cuidado e conheçam algumas coisas antes.
Nem toda tv digital é necessariamente tv de alta resolução, ou seja, o HDTV que está sendo muito falado no Brasil. As pessoas estão vinculando esta expressão “TV Digital” exclusivamente com o HDTV e eu quero orientar bem: Todo HDTV é tv digital mas nem todo tv digital é HDTV, volto a repetir.
Está todo mundo tendo a impressão de que TV digital é novidade no País, que surge agora, quando na realidade a tv digital já existe há um considerável tempo. Eu mesmo já coloquei no ar, por três vezes, o meu próprio canal de televisão digital, a Rede Visão de TV, via satélite para todo o Brasil, funcionando 24 horas por dia, sendo transmitida em digital e recebida por pessoas que possuem em suas casas aparelhos digitais de recepção de satélite. Era uma TV digital, mas não tv de alta resolução. Estou numa luta constante para voltar com este canal… Mas não é o que vem ao caso aqui agora.
O importante neste momento, em época próxima ao Natal, é que muita gente está sendo enganada no Brasil, haja vista que o maior interesse do senhor Noel é que as pessoas comprem, comprem e comprem, mesmo que façam compras erradas.
Semana retrasada um vendedor e um gerente de uma grande loja, em Santos, ficaram danados da vida comigo porque encontrei um amigo praticamente fechando negócio com um grande televisor e o fiz desistir, porque mostrei que ele fazendo uma compra equivocada.
Imagino a quantidade de gente que está cometendo o mesmo erro em todo o País.
Empolgado com as propagandas e as notícias da TV de alta resolução, ele resolveu comprar um novo televisor para a sua casa, de olho no HDTV, com objetivos de ver neste novo televisor a alta qualidade tão anunciada.
De repente apontou um destes televisores de Plasma ou LCD que a gente vê nas lojas e foi logo dizendo: É este aqui!
Calma, a coisa não é bem assim: Nem todo televisor de LCD ou de Plasma, é necessariamente um televisor HDTV .
Entendamos bem esta nova tecnologia.
Para podermos receber um programa verdadeiramente de TV em alta resolução, é necessário que:

1) A emissora de televisão da sua cidade esteja transmitindo programação em HDTV. Para isto ela precisa comprar um novo transmissor, que não é barato, e todos os demais equipamentos em HDTV, como câmeras e um novo parque eletrônico.
2) O seu televisor deve ser HDTV de fábrica, ou seja, já ter sido fabricado com esta qualidade. Já existem vários, embora poucos, equipamentos assim em algumas lojas.

Saibamos todos que apenas algumas emissoras da cidade de São Paulo estão iniciando transmissões em HDTV no Brasil. Somente algumas, como a TV Globo, TV Record, TV Bandeirantes, SBT e Gazeta começam a a transmitir dia 2 de dezembro… as outras ainda não estão. Estes sinais chegarão muito bem nas casas das pessoas residentes na área chamada Grande São Paulo, cidades que são emendadas na capital, como a Região do ABCD, Guarulhos, Osasco, Taboão etc…
Nem o Rio de Janeiro, o grande Rio, onde fica a matriz da Rede Globo, está começando ainda.
Em algumas outras cidades, alguns donos de emissoras de TVs, com uma certa folga financeira, já estão conversando com fabricantes acerca da compra de transmissores de alta resolução, já que existem estes transmissores fabricados aqui no Brasil, como é o caso da LINEAR e da TELAVO. Mas não é a realidade da maioria dos donos de TVs, que vivem se queixando de dificuldades o tempo todo, donde se conclui que na maioria das cidades ainda vai demorar muito.
Mas de repente alguém me pergunta: “Mas, Fulano, eu tenho o SKY na minha casa, e estou ouvindo falar na digitalização das TVs por assinatura, isto não quer dizer que terei o HDTV?”.
Não. É aí que está a confusão que muita gente tá fazendo. Digitalizar não significa necessariamente ser HDTV. As televisões DTH, como é o caso do SKY, não serão tão cedo HDTV, já que a mudança de sistema é caríssima, mas muito cara mesmo, e elas não têm a menor condição de, creio que dentro dos próximos 5 ou 10 anos, transmitirem em alta resolução.
Primeiro porque recentemente, mesmo dentro deste padrão que estão, quase foram à falência, tendo que se juntarem o Direct TV e o SKY, no Brasil, para não fecharem. Eu, particularmente, acho que é pela ganância que sempre acontece em nosso país, onde todo mundo quer cobrar o mais caro possível por todo serviço que oferece. Na Argentina, por exemplo, a TV por assinatura, tanto a cabo quanto DTH, é o maior sucesso e todo mundo pode ter em casa, sem aperto nenhum. E aqui? qual a faixa de população que agüenta pagar de 100 a 150 reais por mês por assinatura de TV?
Segundo porque, já que elas têm muitos canais, certamente eles teriam, também, que produzir os seus programas em HDTV. É claro que a grande maioria destes canais não vai poder fazer isto.
Portanto, tiremos o cavalinho da chuva, que as TVs DTH e cabo tão cedo não serão HDTV.

Mas vamos explicar onde está a grande enganação em nosso país

Conforme está sendo percebido por todos, existe em nosso país aquela estratégica governamental do “agradar pobre a qualquer custo”. Observa-se nas declarações dos políticos que a tv de alta resolução vai chegar para todas as pessoas, inclusive para os pobres.
É papo furado! não vai chegar não.
Mas, Fulano, não tem essa tal caixinha aí, que dizem que é só a gente comprar numa lojinha qualquer de eletrônica e ligar em qualquer televisor comum, que ele vira televisor de alta resolução?
Mentira, conversa fiada. Este milagre é impossível de acontecer. Um televisor comum jamais será um televisor de alta resolução.
Por mais que você veja numa loja um televisor, destes mais largos, em plasma ou LCD, o chamado formato 16×9, nem todos eles são HDTV, apesar de todos os HDTVs serem neste formato.
Mas, de repente, você entra numa loja e vê uma demonstração de uma tal caixinha, cujo nome é “set-top-box” ligado num televisor, o vendedor diz que aquilo é tv de alta resolução, você termina acreditando porque percebe que aquela imagem é de fato bem melhor que aquela que você e eu temos em nossos televisores em casa, e fica convencido que HDTV é aquilo ali.
Não é não. HDTV é bem melhor do que aquilo.
Uma imagem de um bom DVD, ligado em um televisor de plasma ou LCD novinho, numa loja, mesmo em analógico, fica bem melhor que os nossos televisores de casa.
Mas uma imagem, verdadeiramente de alta resolução, com as suas 1080 linhas, é algo impressionante. Você percebe os olhos azuis de uma pessoa, por exemplo, como se fosse aquela jóia de vidro, bonita, com aquele brilho e tudo. Os fios de cabelos das pessoas são vistos com uma nitidez impressionante, assim como as peles, as texturas dos objetos, as coisas prateadas e douradas, os cromados e tudo isto.
Cuidado! é aí que muita gente está se enganando e comprando gato por lebre.
O set-top-box de fato melhora a imagem de um televisor, mesmo comum, porque recebe uma transmissão mais limpa, sem fantasmas, originalmente saída de câmeras de melhores definições e tem que chegar melhor sim, mas não é ainda o HDTV, repito.
Vou explicar bem como funciona a ligação de imagens de outros equipamentos em seu televisor, partindo do princípio que muita gente já fez ligação do seu vídeo cassete ou do seu DVD para a imagem aparecer na TV:

rf-in.jpg

Quase todos os televisores comuns têm este tipo de entrada, que é chamada de RF. É nela que a gente liga a antena, onde entra imagem e som, juntos, pelo mesmo cabo. Podemos ligar o vídeo cassete no televisor por este tipo de conector.
De todas as conexões, é que apresenta a PIOR QUALIDADE DE IMAGEM.
v-composto.jpg Esta segunda entrada, onde ligamos a imagem é chamada de entrada de vídeo composto. É menos ruim que a entrada RF porque, pelo menos, já não vem junto com o áudio (som) que, por sua vez, é ligado por outro conector.

s-hvs.jpg

Esta é a entrada S-VHS, também chamda Y/C, que a imagem fica bem melhor que a ligada pela de cima, que é o vídeo composto.

componente.jpg

Esta aqui é chamada de entrada componente, onde são necessários 3 cabos para ligar a imagem. Bem melhor que a S-VHS. É a melhor de todas estas entradas ANALÓGICAS que colocamos aí. Esta é uma entrada utilizada, profissionalmente, pelas emissoras de TV. Mas tudo aí é ANALÓGICO, e não digital.

hdmi.jpg

Esta, sim, é a chamada entrada HDMI, totalmente digital, para trabalhar com a imagem HDTV, a imagem de alta resolução. Se o televisor não tiver este tipo de entrada, ele não é HDTV de fábrica. Vai apenas quebrar o galho, mas não terá a qualidade total da alta resolução.

Agora veja só o que acontece: Se o seu televisor só tem uma entrada RF ou entrada de vídeo composto, conforme eu mostrei acima, que milagre o governo pretende fazer para que a imagem de alta resolução chegue em um televisor comum? Televisores de 14 polegadas, por exemplo, o que tem a esmagadora maioria do povo brasileiro, geralmente não vem nem com entrada S-VHS, quanto mais com entrada digital.
Então que fique bem entendido: O televisor, para ser de fato HDTV, fabricado como televisor para tv de alta resolução, com as 1080 linhas de imagem, tem que ter esta entrada que é chamada HDMI.
Você tem idéia de quanto custa só um cabo de HDMI destes, em São Paulo? Aproximadamente uns 300 reais. Dá pra encarar?
E o governo ainda está com a conversa de que as caixinhas, que não são HDMI, cheguem ao “POVO”, por 80 ou 100 reais. As de mais baixa qualidade estão sendo vendidas na faixa dos 400 reais, as que são mais ou menos, na faixa de 700 a 800 reais, as boas mesmo, ultrapassam de 1.000 reais.
Agora, de que adianta você pegar uma caixinha desta e ligá-la no seu televisor com um cabo de vídeo composto, ou mesmo S-VHS?
Portanto, todo cuidado é pouco na hora de comprar um televisor novo. Não vá na onda do Senhor Noel, porque o que ele quer é vender, vender e vender na época natalina e não está nem um pouco preocupado se você vai se beneficiar ou não com o produto que comprar.
Para encerrar, vale ou não a pena comprar a tal caixinha, respondo:
É claro que melhora, sim, a imagem e vale a pena. Você terá uma imagem de tv muito bonita, sem fantasmas, sem interferências e sempre estável em qualquer lugar da grande São Paulo, já que todos os testes de campos já foram feitos. Aconselho, inclusive, aos síndicos de edifícios a comprarem boas antenas de UHF e instalarem nos altos dos seus prédios, coletivamente; elas são baratas demais e não tem porque serem tão miseráveis em quererem aproveitar a velha antena coletiva, VHS, para sintonizarem estes novos canais. O sinal é tão bom que até as velhas coletivas VHS pegam, mas as que são UHFs pegam bem melhor.
Comprar a caixinha é válido, sim, o que ninguém deve é se deixar enganar achando que com ela terão a beleza da tv de alta resolução.

Recebi por email e achei o texto muito informativo e rico.
Este texto foi escrito por:

Alamar Régis Carvalho
Analista de Sistemas e Escritor
alamar@redevisao.net
www.redelivros.net

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War Rio

30 novembro, 2007

apologia?

A impunidade banaliza a violência que a injustiça social patrocina – e a passividade mantém tudo em seu lugar. Usar de irreverência para discutir assuntos sérios é uma estratégia de atingir mais pessoas, e de mobilizar os meios de comunicação para debater o que não deve ser apenas noticiado.

o lançamento do ano

 

guerra na cidade maravilhosa

Rio de Janeiro, dezembro de 2007.

Depois de décadas de abandono e desprezo por parte das autoridades, a cidade do Rio de Janeiro finalmente encontra-se em guerra. Enquanto os políticos discursam para uma classe média desinteressada, esquadrões de extermínio, grupos paramilitares, policiais e narcotraficantes disputam o controle da capital.

O cenário disfarça, mas a realidade não engana. Entrecortada por montanhas, florestas e lindas praias tropicais, o couro come nas ruas da cidade. Em alguma esquina do centro, na favela ou nas ruas do bairro, sorrateiramente o dinheiro troca de mão e a arma troca de lado.

os blindados tomam os guetos
e os milicianos controlam o gás,
o bacana aperta a mutuca
e o vagabundo trabalha em paz.
a piranha exerce tranqüila
a mais antiga profissão,
já deixou um galo pro cana,
no esquema do cafetão.
o bicheiro festeja o caixa
no orçamento do carnaval,
na cidade maravilhosa
só não falta é cara de pau.

Nesse tabuleiro sem regras é preciso sorte.

o projeto

O objetivo do projeto é gerar uma discussão através de uma proposta cínica de diversão.

Pegando carona no fenômeno de massa ‘A Tropa da Elite’, a idéia é perguntar ao cidadão carioca se ele acha que esse tipo de entretenimento combina com pipoca ou com uma reflexão profunda sobre a realidade de sua cidade.

Por outro lado é também um jogo bem planejado e realizado: uma paródia irresistível para os amantes do clássico e politicamente incorreto passatempo de guerra. No lugar de invadir Moscou, conquistar a África ou aniquilar os exércitos brancos, que tal invadir a Cidade de Deus, conquistar a Baixada ou eliminar o Comando Vermelho?

War in Rio é reflexão e entretenimento canalha.

o início

A idéia de montar um tabuleiro de War com o mapa da própria cidade já deve ter passado pela cabeça de todo apaixonado pelo jogo. Morando no Rio de Janeiro, a realidade insiste em te convencer de que essa idéia não só é viável, como provavelmente já foi executada pelos poderes oficiais e paralelos que administram o espaço urbano.

Apesar de ter sido idealizado há cerca de 3 anos, o projeto encontrou na tecnologia de mapeamento via satélite uma ferramenta extremamente útil para a criação do tabuleiro.

Além disso, o momento tornou-se oportuno por aproveitar o sucesso do filme ‘Homens de Preto’ estrelado por Will Smith no papel de capitão Nascimento. No filme o soldado pai de família é encarregado de combater os ‘aliens’ da Puc utilizando métodos pouco convencionais.

tabuleiro

O principal desafio por trás da criação do tabuleiro foi manter na versão alternativa a mesma dinâmica do jogo original. Para isso, a distribuição dos territórios e as fronteiras estabelecidas entre as favelas do Rio de Janeiro precisavam encontrar paralelos com as divisões existentes no tabuleiro mapa-múndi.

Para manter a equivalência com os continentes, foram criados setores respeitando as áreas geopolíticas da cidade do Rio de Janeiro. O contorno dessas áreas é arbitrário, mas apresenta relativa fidelidade com o mapeamento da cidade. As regiões criadas foram Zona Sul, Zona Oeste, Central, Zona Norte, Av. Brasil e Baixada Fluminense.

Com o auxílio do mapeamento via satélite (google map), os setores foram divididos em regiões menores, onde uma favela era escolhida para nomear o território. Dessa forma cada favela equivale exatamente a um território do mapa-múndi, e teve seu contorno determinado pelas fronteiras que precisava apresentar na estrutura do jogo.

O tabuleiro projetado oferece informações sobre a localização aproximada das favelas do Rio de Janeiro, apresentando de forma educativa regiões pouco conhecidas por muitos moradores da cidade.

War in Rio é cultura.

exércitos

Diferente do War original onde os jogadores escolhem apenas as cores com que pretendem jogar, no War in Rio os participantes têm a fantástica possibilidade de escolher os exércitos de acordo com os grupos armados que utilizarão. Isso permite que os jogadores se envolvam ainda mais na partida, defendendo suas equipes de acordo com seus ideais.

(para que a partida possa chegar ao final, recomendamos que seja estabelecida uma pequena distinção entre realidade e entretenimento)

O BOPE é representado pelos exércitos pretos, o Comando Vermelho (CV) pelos exércitos vermelhos, a Polícia Militar (PM) é representada pelos azuis, as Milícias os exércitos brancos, o Terceiro Comando (TC) os exércitos verdes e os Amigos dos Amigos (ADA) ficaram com os amarelos.

regras

As Regras do jogo se mantiveram inalteradas, e constituem os mesmos princípios morais comercializados em lojas infantis: matar, destruir, conquistar e aniquilar seus amigos.

War in Rio é amizade.

baralho

O baralho da versão War in Rio foi inteiramente reconstruído. As cartas de territórios apresentam em destaque a imagem da favela e a indicação da região a que pertence, enquanto no verso foi aplicada a identidade criada para o projeto. Assim como o tabuleiro, o conjunto mantém exatamente a mesma estrutura do jogo original, respeitando também a equânime distribuição dos elementos bauhausianos utilizados nas trocas: bola, triângulo e quadrado.

objetivos

Os objetivos do jogo foram adaptados para a realidade violenta do cotidiano carioca. No lugar de conquistar continentes do além-mar, o jogador tem a possibilidade de arquitetar a invasão dos lugares que mora e trabalha, ou de locais que costuma ver em destaque no telejornal.

Por exemplo: é possível que o jogador tenha que ‘conquistar na totalidade as favelas localizadas na BAIXADA FLUMINENSE e as favelas da ZONA SUL’, ‘conquistar 24 favelas à sua escolha’ ou ‘eliminar as MILÍCIAS da cidade do Rio de Janeiro’.

Para inspirar os participantes, acrescentamos ao objetivo uma frase do líder revolucionário Emiliano Zapata: ‘Es mejor morir de pie que continuar viviendo de los rodillos’, que em português pode ser traduzida como ‘põe na conta do Papa’.

agradecimentos

A Leonardo Conrado pelas fotografias, e aos parceiros de War: Xande, Duda, Ricky, Rodrigo e Ricardo – pelo patrocínio e excelente companhia ao longo desses anos. A todos vocês que acreditaram nesse projeto… que merda, hein? 😀

contatos

Se você gostou da idéia e tem comentários ou sugestões a fazer, entre em contato através do e-mail: warinrio@yahoo.com.br

Texto, imagens e tudo mais copiado na cara dura de :

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Nerd ?!?

23 novembro, 2007

(Você sabe o que é um nerd: aquele cara meio estranho, sem vida social, que adora ciência e tecnologia e tem hobbies obscuros (tipo colecionar gibis japoneses).

Se alguém o chamar de nerd – ou de geek, um subtipo nerd, mais descolado e viciado em brinquedos tecnológicos –, provavelmente não está fazendo um elogio. Ou está? Por incrível que pareça, o nerdismo está na moda. Olhe na TV e no cinema e você perceberá isso.

Até o fim dos anos 90, as séries mais populares eram as comédias urbanas, como Friends e Seinfeld(*meu comentário: Seinfeld é um nerd!!!). Em 2007, muitos dos sucessos da programação têm uma queda nerd: seja solucionando crimes com alta
tecnologia (os detetives de CSI), reinventando a medicina (o cabeçudo doutor de House), discutindo conceitos da física (as teorias por trás de Lost) ou criando computadores (em Heroes).

Essa overdose científica não acontece à toa. É o resultado de uma tendência: a temática dá boa audiências e as emissoras resolvem investir mais dinheiro nela. Tanto que uma das maiores a postas para a temporada é a série The Big Bang Theory (“A Teoria do Big-Bang”), onde os protagonistas, físicos do Instituto de Tecnologia da Califórnia,
tentam conquistar garotas declamando conceitos da Teoria da Relatividade. No horário nobre.

Na 1ª semana de outubro, que marcou a estréia da temporada 2007 nos EUA, 3 programas nerds lideraram a audiência: House, Bionic Woman e CSI. (A conta não inclui as hiperpopulares Lost e Heroes, que continuam de férias.)

CSI foi tão bem-sucedida que deu origem a duas outras séries – CSI New York e CSI Miami. Juntas, elas são seguidas por mais de 2 bilhões de pessoas, em 200 países. “Agora, ser geek é legal”, anunciou o vice-presidente da rede NBC, que já tinha Heroes e acaba de lançar Chuck, sobre um nerd que recebeu no cérebro o download de informações sigilosas.

nerd21.jpg

Leia mais Dá para ver o fenômeno na música também. O indie rock é a aposta das gravadoras para ganhar dinheiro e sobreviver ao inferno dos downloads piratas.

O cinema também está na onda. Só para citar um exemplo, o veterano Bruce Willis, último dos heróis de ação, se rendeu em Duro de Matar 4.0 – mesmo com toda a sua força, para vencer os bandidos ele teve de pedir a ajuda, veja só, de um hacker.

É o caso de perguntar o que está acontecendo com o mundo. Como aqueles meninos que babavam na gola, os mais ridicularizados do colégio, foram alçados a heróis dos nossos tempos? “Os nerds são muito mais importantes e necessários atualmente”, explica o jornalista americano Neil Feineman, autor do livro Geek Chic – The Ultimate Guide to Geek Culture (“Guia da Cultura Geek”, sem versão em português).

Quando Bill Gates começou a fazer fortuna, nos anos 80, passar a tarde no computador era motivo de chacota. Hoje, é impossível viver longe de um pc. A sua vida está cada dia mais digital – e esse é um caminho sem volta.

É aí que entram os nerds: são eles que vão nos guiar à terra prometida da revolução tecnológica. Vão consertar o computador de casa, recomendar softwares e ensinar a usar todos os recursos do iPhone. De quebra, vão explicar todos os mistérios de Lost!

Repare na diferença: o novo nerd é um cara legal, cujas habilidades são socialmente desejáveis – um sujeito que mesmo você, que não é nerd (ou é?), gostaria de ter como amigo.

Além de mais importantes, os novos nerds estão cheios da grana. “Hoje, você pode fundar uma empresinha de internet e ficar famoso e milionário, como se fosse um astro do rock”, diz Feineman. Já ouviu falar nos donos do Google? Nos YouTube boys? No fundador do Facebook, 23 anos de espinhas na cara e proprietário de um site que pode valer US$ 5 bilhões? Todos nerds. E ricos.

Nos EUA, o setor de tecnologia paga um salário mensal médio de US$ 9.200. Entre todos os setores da economia, só o mercado financeiro remunera melhor. Isso sem falar nas grandes empresas do ramo, que cobrem de mimos seu exército geek: o Google é considerado o melhor lugar do mundo para trabalhar.

Com tanta popularidade – agora todo mundo quer ser nerd! – era natural que o mercado cultural refletisse as mudanças. A indústria dos games, passatempo preferido desse pessoal, já supera Hollywood: fatura US$ 13,5 bilhões anuais, contra US$ 9,5 bilhões dos estúdios de cinema. Até o perfil do jogador mudou: neste ano, pela primeira vez uma pesquisa mostrou as mulheres como maioria entre os gamers. Tudo graças aos jogos online e ao console Wii, da Nintendo, que inaugurou uma nova maneira de jogar, simples e acessível.

É apenas mais uma prova de que a tecnologia saiu do gueto dos garotos com espinhas. Ouça um grupo de meninas e você perceberá que elas falam sobre internet, não vivem sem iPod, sem blog, sem perfil no orkut.

As pessoas comuns estão ficando mais nerds – e os nerds estão ficando mais normais. Isso não quer dizer, claro, que eles sejam totalmente normais. Alguns ainda estão longe disso. Imagine que, ao ver a namorada triste, o rapaz queira dizer algo para acalmá-la. “A vida é cheia de paradoxos. Como a luz, por exemplo. Ela é uma onda, mas aí veio Einstein e mostrou que ela também se comporta como partículas.” Ainda existem coisas que só meganerds, como o físico Leonard, protagonista de The Big Bang Theory, é capaz de fazer.

Outro exemplo interessante é o pessoal do JovemNerd com seu blog.

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Insatisteitos

22 outubro, 2007

Insatisfeitos, 2 milhões se demitem todo ano

Cerca de dois milhões de profissionais no mundo inteiro deixam seus empregos ao ano por não se considerarem valorizados nas empresas que trabalham, segundo um levantamento da Universidade de Pittsburgh, Estados Unidos.

Com a demissão desse pessoal e os gastos com a perda de mão-de-obra especializada, as empresas do mundo todo, segundo a Universidade, chegam a ter um prejuízo de US$ 64 bilhões por ano (o equivalente a três vezes o orçamento anual da cidade de São Paulo).

Segundo o jornal “Valor Econômico”, que entrevistou a professora de ensino executivo de Pittsburgh, Audrey Murrell, boa parte dos investimentos realizados pelas empresas é jogada fora poruqe não se consegue reter os profissionais. “As pessoas estão cada vez mais insatisfeitas com as empresas e o trabalho”.

Problemas como esse, segundo ela, poderiam ser atenuados se houvesse um programa de “mentoring”, ou seja, de desenvolvimento de habilidades mais eficiente dentro das organizações. “O processo detecta o problema e ataca”.

EMPRESAS PERDEM US$ 64 BI COM EXECUTIVOS INSATISFEITOS – Audrey Murrell: boas práticas de “mentoring” atraem talentos e criam um ambiente favorável

A insatisfação no ambiente corporativo provoca a saída de executivos e grandes perdas, financeiras e estratégicas, para as companhias. Estimativas apontam que cerca de 2 milhões de profissionais no mundo inteiro deixam seus empregos ao ano por não se considerarem valorizados nas organizações, representando um prejuízo de US$ 64 bilhões. Na opinião da professora de graduação e ensino executivo da Universidade de Pittsburgh, Estados Unidos, Audrey Murrell, problemas como esses poderiam ser atenuados se houvesse um programa de “mentoring” (desenvolvimento de habilidades) mais eficiente dentro das organizações. “Isso permitiria entender o que motiva as pessoas, seus desejos e objetivos”, defende. Audrey esteve em São Paulo semana passada para participar de um seminário promovido pela Career Center, consultoria especializada em gestão de carreiras, e pela Universidade de Pittsburgh. A professora está escrevendo um livro sobre a IBM, em que analisa o sucesso do modelo adotado pela gigante de tecnologia. A seguir, os principais trechos da entrevista ao Valor.

Seu livro fala de assuntos como o relacionamento entre funcionários e a empresa. Que mudanças estão ocorrendo?

Noto que os funcionários esperam muito das organizações. Mas isso está mudando. Os gerentes precisam fazer mais, ser um referencial para que haja um ambiente positivo de trabalho. O relacionamento dentro da empresa é um fator crucial e o líder deve ser a figura -símbolo que contagia toda a corporação e mantém o clima de respeito. Só assim a empresa consegue crescer. As melhores empresas para se trabalhar se destacam exatamente por isso.

Que fatores contribuem para que se diferenciem?

As boas práticas acabam atraindo talentos, ao mesmo tempo em que criam um ambiente favorável para quem está em níveis hierárquicos mais baixos. Os funcionários se sentem mais reconhecidos. Os reflexos se convertem em ganhos para as companhias e até para suas ações no mercado. As companhias precisam avaliar essa onda de insatisfação que atinge empregados no mundo inteiro.

Essa insatisfação afeta algum setor específico?

Ela atinge todas as indústrias, mas particularmente as empresas de tecnologia da informação. Em TI, o que mais motiva é o caráter inovador da companhia. As pessoas querem desenvolver novas tecnologias, participar de novos projetos. É aí que a IBM se destaca. A Big Blue construiu um programa de “mentoring”, comandado por pessoas mais seniores. Elas dividem o conhecimento técnico, as metodologias adotadas e os processos para o desenvolvimento de novos produtos.

O que diferencia o programa de “mentoring” da IBM?

O “mentoring” não está ligado só ao trabalho de ajudar as pessoas em suas habilidades e sim entender as características de cada indústria e perceber o que mais motiva o funcionário fora compensação financeira. A maioria das empresas pensa que o “mentoring” se restringe à tarefa de auxiliar o outro a se desenvolver, mas também deve estar relacionado à inovação e transferência de informação.

Qual o fator de sucesso desse modelo?

A principal vantagem do programa da IBM em relação ao das demais empresas é que ele se estende a todos na organização, incluindo novos empregados e aqueles que estão sendo preparados para assumir cargos estratégicos. Eles foram ainda mais inteligentes quando contratam gente com experiências diferentes da área de tecnologia.

Hoje há escassez de talentos em vários setores da economia. Como as empresas lidam com isso?

O mais complicado é lidar com a aposentadoria de executivos do alto escalão. Há um número significativo de profissionais que devem sair nos próximos três anos do mercado. Só nos Estados Unidos é esperado que, em cinco anos, 75 milhões de pessoas se aposentem, enquanto só há 30 milhões de profissionais disponíveis para ocupar as vagas. Também vejo uma grande dificuldade das empresas em substituir essas pessoas.

As empresas têm consciência desse cenário?

Têm, mas esquecem que outro problema preocupante vai afetá-las. No mundo todo os prejuízos com a saída de funcionários treinados pelas organizações são enormes. Boa parte dos investimentos realizados é jogada fora porque não se consegue reter os executivos. Estima-se que as organizações têm prejuízos de US$ 64 bilhões com os cerca de 2 milhões de funcionários que deixam seus empregos todos os anos, de forma voluntária.

E qual a razão desse fenômeno?

As pessoas estão cada vez mais insatisfeitas com as empresas e o trabalho. Elas se sentem frustradas com o que estão fazendo e se consideram pouco valorizadas. Um “mentoring” bem estruturado pode mudar isso, porque você não só detecta esses problemas, como os ataca. Uma de nossas pesquisas com mulheres asiáticas e latino-americanas mostrou que elas passaram a ganhar mais ao longo da carreira, após um trabalho de “mentoring”. Para se ter uma idéia, se compararmos com as profissionais sem esse acompanhamento, tiveram ganhos anuais entre US$ 10 mil e US$ 12 mil.

No caso da IBM, eles conseguem reter talentos, mesmo com o vaivém grande de profissionais na área de tecnologia da informação?

Dados da empresa revelam que o índice de retenção é alto. O segredo da IBM é que ela se antecipou às necessidades do mercado e percebeu que salário e bônus nem sempre são os fatores mais importantes na retenção dos profissionais de TI. Eles querem aprender novas tecnologias, desenvolver softwares de ponta. Precisam disso para evoluir na carreira.

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Capacete com retrovisor

18 outubro, 2007

O RV MSX1 é um capacete diferente de todos que você já viu. Possuindo tecnologia RV Rear View onde o piloto é capaz de visualizar tudo que acontece em torno dele, através de um retrovisor embutido no interior do capacete.

Este projeto já é um sucesso, criado por um construtor Italiano de capacetes para motos Reevu. O projeto durou 7 anos para se tornar sucesso desde então. Porém o trabalho duro deu resultado e este produto tomará conta do mercado de capacetes de motos. Retrovisor em motos já não serão necessários se possuir um destes capacetes.

A empresa anunciou este capacete RV MSX1 na INTERMOT Automotive Show em Munique, e seu preço é por volta do 400 dólares.

O Reevu RV MSX1 está disponível atualmente no Oriente, Ásia e Europa nas cores prata e preto.

Infelizmente não há previsão para que está novidade chegue ao Brasil, mas creio que não demorará muito, e logo vamos poder adquirir um deste capacetes RV MSX1.


www.reevu.com (construtor Italiano de capacetes)
Li esta info. nos links abaixo:
ohgizmo.com
webluxo.com.br
007blog.com.br
blogtec.com.br
ligeirinhorj

Se alguém, amigo ou visitante….
Estiver com o coração e o bolso recheado…

Eu ficaria grato com este mimo viu!!!

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Salão Duas Rodas – 2007

1 outubro, 2007

Amantes das duas rodas estão convidados a comparecer ao Salão Duas Rodas em São Paulo. Abaixo maiores informações.

Bem, como perdi o evento em Brasilia espero não perder este. E se alguém tiver moto, estiver no RJ e desejar me acompanhar nesta: VAMBORA !!!!

Mapa:


Site do Evento: www.salaoduasrodas.com.br

Data: De 16 à 21 Outubro 2007

Horário: De 13 às 21 horas

Local: Centro de Exposições Imigrantes – Rod dos Imigrantes Km 1,5 (a 800m do metrô Jabaquara).
Valor do Ingresso: R$20,00

Venda
Diretamente na bilheteria do evento
Inteira: Acima de 12 anos / Estudantes
Meia: Crianças de 5 à 12 anos; Motoclubes Cadastrados antecipadamente e Caravanas Cadastradas antecipadamente
Gratuito: Crianças até 4 anos

Atrações
Equipe força e ação (wheeling) – Honda
Negretti Freestyle Show – Yamaha
Zerinho Moto Show
Moto e Bike Trial com Gas Gas
BMX Press / Pro-X Vzan
Encontro de Moto Clubes – F.M.C.

Teste Drivers
Honda; Yamaha; Sundown; Kasinski; Garini Motors e Moto Traxx

Serviços aos Visitantes

Estacionamento Automóveis R$18,00 (entrada pela Imigrantes)
Estacionamento para veículos de duas rodas GRATUITO (entrada pela Miguel Stéfano)
Desembarque ônibus de caravanas (R. Miguel Stéfano, 2.900)
Capaceteria GRATUITA
Lava-Rápido para motos – Revista Duas Rodas – GRATUITO
Scooters eletricos para pessoas com dificuldades de locomoção GRATUITO
Guarda-Volumes R$5,00
Sala de impresa
Serviço de informações comerciais
Guichê de Informações
Posto Médico
Praça de Alimentação

Perfil do Evento
Expositores: Fabricantes, importadores, distribuidores, representantes, fornecedores e prestadores de serviços relacionados ao universo de motocicletas, bicicletas e motociclos em geral.
Setores atendidos: Bicicletas; Motocicletas; Scooters; Motociclos; Triciclos; Quadriciclos; Equipamentos; Acessórios; Motopeças; Bicipeças; Óleos e Lubrificantes; Serviõs Diversos; Publicações

Perfil do Público Visitante
Amantes e apreciadores de duas rodas 🙂

Planta baixa
Clique aqui para visualizar (arquivo PDF).

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A Cabeça do Brasileiro

24 setembro, 2007

Brasileiro de menor escolaridade tolera mais corrupção e tem menos valores cívicos, afirma o cientista político Alberto Carlos Almeida.

“A sociedade brasileira temos governantes que merece”

O livro “A Cabeça do Brasileiro”, do cientista político Alberto Carlos Almeida, está causando polêmica por jogar sobre os ombros dos brasileiros, principalmente os de menos escolaridade (portanto, também os de menor renda), a responsabilidade por quem são, como são e o que fazem seus governantes.

Fruto de uma extensa pesquisa de opinião sobre o que pensam os brasileiros sobre vários temas, a obra aponta os menos instruídos como a principal fonte de apoio a práticas como corrupção pública e punições ilegais, como linchamentos e assassinatos cometidos pela polícia. Também mostra que, para os menos instruídos, que são maioria, não é errado user um cargo público em proveito próprio.

A seguir, trechos da entrevista concedida ao Destak por Almeida. Ele lança sua obra na próxima quinta-feira, às 19 hs, na livraria Saraiva.

Qual o resultado fundamental da sua pesquisa?

Vários estudos já mostraram que há enorme desigualdade de renda no Brasil e isso é fortemente correlacionado com a escolaridade. Quanto maior a escolaridade, maior a renda. Da mesma forma, existe uma enorme diferença de valores e mentalidade. Quem tem escolaridade mais baixa tem menos valores cívicos e republicanos. Quem tem o curso superior completo é menos autoritário, menos hierárquico, mais liberal sexualmente etc. Há uma distância monumental.

Qual a conseqüência disso?

Veja a história recente. Os movimentos que queriam uma solução institucional/legal para algum problema saíram da classe média: Anistia, Diretas Já, imeachment do Collor. Não há nada semelhante que tenha vindo das pessoas de escolaridade mais baixa, porque elas têm menos civismo e republicanismo.

Segundo a pesquisa, pessoas de menor escolaridade toleram mais a corrupção. Isso explica por que político corrupto é reeleito?

Sim. A sociedade tem os governantes que merece. Como o brasileiro tolera a corrupção, há muitos escândalos. Na medida em que haja menos tolerância, a corrupção vai diminuir. Temos de mudar a sociedade se queremos mudar a forma de governar.

Ou seja, se quisermos mudar a ética da política, temos de mudar a ética de grande parcela da população?

Sem dúvida. E isso demanda um enorme esforço educacional. Caso a escolaridade da maior parte da população aumente, o Brasil tenderá a formar uma grande classe média. A escolaridade já está aumentando. O livro prevê, portanto, que no futuro teremos mais pessoas contra a corrupção, contra o Estado na economia, contra o racismo, contra as punições ilegais etc.

O seu livro tem provocado muita polêmica. Por quê?

Existe no Brasil o que eu chamaria de idealização dos pobre, que são de menor escolaridade. Os pobres são revestidos de uma aura de santidade, de uma enorme “riqueza simbólica”. Com os dados do livro, quem idealiza os pobres está chocado, mas não pode dizer isso.

 

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Fábio Santos
fsantos@destakjornal.com.br

Retirei essa matéria na integra do Jornal Destak. Eu achei bastante interessante, e você?

Sinopse do Livro
Resultado de uma pesquisa que tenta desvendar o perfil do brasileiro, este livro vai dar o que falar. A partir de dados estatísticos de excepcional amplitude, o autor apresenta conclusões que mostram como somos um país ainda conservador e preconceituoso. E faz as seguintes perguntas para pessoas de diferentes grupos sociais: deixar alguém passar à frente na fila é jeitinho, favor ou corrupção? Um empregado deve se dirigir ao seu patrão por “senhor” ou por “você”? Empregados de edifícios devem utilizar o elevador social ou o elevador de serviço? A masturbação é uma prática sexual aceita ou rejeitada? A lista é longa, e a maioria das respostas é oposto do que se imagina, mostrando que o Brasil é complexo, mas não incompreensível.

Meu Comentário:
Sem duvidas, este texto leva a uma reflexão, mas mesmo o tipo de criação e os valores morais ensinados são relevantes, afinal, nem só de operários é formada a nossa política nacional.
Temos filósofo, Advogados e médicos, e a grande maioria corrupto, corruptível e o pior corruptores.