Archive for the ‘História Lupin/Mary’ Category

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Capitulo 5

18 maio, 2006

O Encontro

E assim, tão de mansinho, a Lua Nova chegou, e também mais uma carta, finalmente, chegou. Marcando o encontro para o Cabeça de Javali, no segundo dia da Lua Nova.
Lupin chamou Tonks, contou sobre a carta e começaram a conversar.
– Eu queria te pedir uma coisa.
– Você quer que eu não apareça por lá.
– Sim. Você pode fazer isso por mim?
– Na verdade, se eu pudesse, te pediria para não ir.
– Eu preciso. Preciso entender. Saber as respostas de muitas perguntas.
– Eu sei que só assim você vai se sentir melhor, não é?
– Sim. Mas, por favor, isso é muito importante! – E olhando, finalmente, diretamente nos olhos dela, ele disse: – Eu te amo! Estou com você e não importa o que se diga lá, nada vai mudar entre nós. Mas, entenda, eu preciso saber.
– E se o que você descobrir lá fizer você mudar de idéia?- Tonks não conseguia se controlar mais, lágrimas escorriam pelo seu rosto. – Tenho tanto medo. Sei toda a história, sei que vocês foram namorados.
– Você disse bem: fomos.
– Mas ela te marcou, Remus. Ela fez parte de sua vida. E, por favor, não venha falar que está comigo como se fosse uma obrigação, te impedindo de ficar com ela.
– E não é! O que me impede de ficar com ela é outra coisa! É você! É meu amor por você!
Tonks se joga nos braços de Lupin chorando, ainda. – Então, não vá!
– Tenho que ir. Tenho que saber.
– Pra que? Se você mesmo diz que não vai mudar nada?
– Eu tenho que saber.
Ele abraça Tonks, se vira e sai. Sem olhar para trás nem vacilar em sua decisão.
Chegando na taberna, ele vê Mary, já à sua espera. Sentada na mesma mesa em que ele estava da última vez. Mas nem ela, nem ele estavam sorrindo.
Ele caminha até ela, dá-lhe um beijo no rosto e se senta em frente.
– Er, Mary, eu queria te perguntar algumas coisas…
– Eu também queria te perguntar…
Os dois se olham, não estavam à vontade, os dois estavam sérios e com expressões firmes nos rostos.
– Você se lembra de como nos despedimos, não é?
– Sim, e como poderia me esquecer… nosso último beijo, debaixo do Visco.
– Eu te disse que estava lutando contra Voldemort.
– Eu disse você era louco na época. Como fui tola! Hoje eu vejo que as coisas poderiam ter sido tão diferentes, não é? – E estende a mão para Lupin.
– Sim, realmente poderiam ter sido bem diferentes. – Aceitando dar as mãos. – Mas, por quê mesmo depois de Voldemort ter sido derrotado, você não apareceu?
– Ah, Lu! Eu fiquei desolada em pensar que você iria enfrentá-lo. Ninguém sobrevivia a Aquele que não dever se nomeado.
– Fale o nome dele! – Mas Lupin tinha reparado, todas as vezes em que ele falava o nome, ela se revirava.
– Nem todos têm coragem de falar o nome dele em voz alta como você, Lu. Mas eu estava te falando… – Mary abaixou a cabeça e, pela primeira vez, fugiu dos olhos de Lupin. – Eu realmente não achava que ele iria vencer. Mas… Ah, Lu, tantos estavam morrendo…
– E você achou que eu também tinha morrido?
– Olhava o Profeta Diário todos os dias, procurando uma notícia, uma nota que fosse, mas acho que o ministério nunca falaria nada sobre você. Eles nem te aceitaram como Auror, não foi?
– É, isso é verdade. Eles parecem ter medo, mas não sei o motivo. – E um sorriso brotou em Lupin, ao dizer isso. – Mas eles aceitaram você.
– Só eventualmente, sem muito contato. – Mas Mary ficou realmente vermelha neste momento. – Realmente, é nesse assunto que quero chegar. Nunca tive coragem de te mandar uma coruja que fosse. Ainda mais porque, assim que nos separamos, a coisa ficou feia mesmo: Comensais da Morte por todas as partes, as pessoas se juntando para tentar sobreviver. Os vampiros também estavam se reunindo, e vieram atrás de mim. Fui com eles para Transilvânia, sabe? Para me proteger.
Lupin ouvia a tudo, atentamente, mas sua face demonstrava que sua mente estava trabalhando sem parar.
– Fui ficando e me acostumando. Os Vampiros foram meio que deixados de lado daquela vez. Você sabe como são considerados. E têm seus próprios líderes e tudo. Nunca responderam nem ao ministério da magia nem a ninguém, mais ou menos como os Centauros, mas nem tão bondosos. Bem, lá me senti bem, como só me sentia quando estava com você – apesar de Stacey e Cecille, não sei se você se lembra delas – mas você era o único que realmente não tinha medo de mim, me entendia e cuidava de mim.
– É bom estar perto daqueles que cuidam da gente.
– Sim. Isso mesmo. E lá, eu conheci Armand, acho que não preciso continuar, não é?
– Realmente, não. Isso explica muita coisa.
– Me desculpa, Lu.
– Pelo que? Você não fez nada de errado. E eu estou com Tonks, também! Você a conheceu. Ela entrou na minha vida e me alegrou.
Os dois se olharam. Sorriram, deram as mãos e voltaram a relembrar coisas do passado e a contar coisas do presente! Um peso imenso tinha sido tirado naquele momento dos ombros de ambos.

FIM

Comentários :
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[Trotta]
Quer dizer que o Antonio Banderas andou pegando a bolinha? Hahaha! Quem diria! XD

16/06/2006 17:45

[Claudia] [loucaporblog.blogspot.com]
Como assim “fim”? Puxa… fiquei viciada!

22/05/2006 13:42

[Fefa]
Pow, adorei Bodas! Grande final! Esperei ansiosa por ele! Vou torcer muito por vc! Parabéns! beijos!

19/05/2006 24:40

[Má]
ÊÊÊÊÊÊ!!!! Adorei o final!!! Estou na torcida pra vc ganhar!!!! Além do mais, preencheu quase todos os quesitos necessários do concurso…

18/05/2006 19:54

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Capitulo 4

17 maio, 2006

Desabafo de Amigo

A ansiedade já tinha tomado conta, não só dele, mas também de Tonks – ele sabia que ela estava apreensiva com a proximidade do encontro. Sabia que não poderia proibi-lo de encontrar Mary, nem tentaria fazer isso. Na verdade tinha mudado, aparentemente; decidira que atacar de uma outra maneira seria mais eficiente. Fazia questão, agora, de mostrar e demonstrar todo o carinho e amor que sentia por ele.
O que estava realmente surtindo efeito: ele já não sabia se deveria, ou mesmo se queria ir a este encontro. Estava tão feliz com Tonks…
Elas eram diferentes em muitos aspectos, a começar pelo físico. Mary não mudara muito do tempo de escola: continuava sendo loura, pálida, olhos castanhos, cabelo comprido e liso – mas rebelde – mas, principalmente, em comparação com Tonks, baixinha e fofinha. Já Tonks exibia um corpo fino e bem marcado, mais alta, sem contar suas caras e bocas (que não só divertiam, mas também alegravam) – desde o cabelo Rosa-Chiclete até as suas imitações de vovós jovens.
No comportamento, então, eram mais diferentes ainda: Tonks era muito arrojada e despojada no seu jeito de ser; e Mary, pelo menos no tempo de escola, era tímida e dependente.
Os dias passavam rápido, e, sem a Lua Cheia, a matilha meio que se desfazia., deixando Remus e Sirius com todo o tempo livre para conversar e discutir sobre. Tonks, como Aurora, ainda tinha suas obrigações com o ministério, deixando-os mais à vontade para poder conversar livremente.
– Sério, Aluado, nunca vou entender direito essa história.
– Por que? Não estou te explicando?
– Não conseguia entender nem na época de escola, vou entender agora? Você nos fez parar de atormentar a bolinha! E, dias depois, começaram a namorar! – E um sorriso malicioso brotou no rosto de Sirius,
– Olha, você tinha prometido.
– Tá bem, mas ela nem está aqui, então posso falar! Não estou faltando com minha palavra: tinha prometido que não a chamaria, na cara, de bolinha, mas só na cara.
Lupin deu de ombros, afinal se não tinha conseguido tirar este hábito do amigo quando eram jovens, imagina agora, então.
– Voltando ao assunto, como você pode querer trocar Ninfadora pela bolinha?
– E quem aqui falou em trocar?
– Ufa! Ainda bem, já estava imaginando se os efeitos da lua poderiam prejudicar sua mente permanentemente! – E riu abertamente!
– Bem, então eu já sei sua opinião. Nem sei por que fui contar isso a você!
– Sem segredos! Foi o que combinamos depois que você descobriu a verdade.
– Sim. Mas o porquê de, às vezes, eu sumir com Mary e o segredo dela não estão incluídos nisso. – E olhou desconfiado para o amigo.
– Tá bem, tá bem. Mas bem que eu gostaria de saber. – E o sorriso malicioso se fez novamente na face de Sirius.
– Posso lhe garantir, como até já fiz no passado, que não é nada disso que você está pensando.
– É, conhecendo você como conheço, certinho e correto, não sou de duvidar que não seja.
E os dois riram juntos. Como era bom ter de volta seu amigo. Mas estes assuntos não eram, realmente, para serem discutidos com Sirius – apesar de seu sucesso com as mulheres, ele nunca foi muito de levá-las a sério.

Comentários :
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[Trotta]
Que Sirius mais malandrão, hehehe!

16/06/2006 17:45

[Má]
Torcer para a Mary?!?!? Naaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaoo! rs… Ah, Fefa, só por causa do cabelo rosa? rs…

17/05/2006 13:57

[Fefa]
Eita…agora vai! Olha esse Sirius…. Outra coisa que eu não poderia deixar de falar: Cabelo Rosa chiclete??? rsrsrs…já perdeu…rsrs…estou torcendo para a Mary!

17/05/2006 13:30

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Capitulo 3

16 maio, 2006

Lua Cheia

A noite já ia alta e lá estava ela, linda e misteriosa como sempre, brilhando lindamente num céu limpo – seu maior medo. Como planejado, estava com a matilha, mas graças à poção preparada, a pedido de Dumbledore, pelo Prof. Snape, ele, diferente dos outros, continuava sendo ele mesmo.
A estratégia era tentar controlá-los, direcioná-los para longe das pessoas; mas, justamente por sua falta de ferocidade, ele estava fracassando. Os lobisomens, quando transformados, só obedecem a uma coisa: força bruta.
Como ele iria se entregar a tudo aquilo que ele lutou para não ser? Como jogar todo o esforço de seus amigos pela janela? Ele tinha se tornado diferente de tudo aquilo, e no fundo, apesar de entender e ver que era a solução mais racional, ele não conseguia, não queria abrir mão de tudo o que conquistou.
Transformado ele teria ainda mais chance, afinal sua força ficaria muito maior. Sua vontade e sua concentração eram colocadas à prova a todo o momento: não podia dormir nem se distrair, pois os ataques, principalmente a ele, eram constantes – afinal, estava no ar, ele mesmo podia sentir o cheiro do medo; ele sabia que não era medo por ele e sim pelos outros. Lutar contra si mesmo era quase pior do que as lutas contra os outros Lobisomens. Vivia machucado com mordidas e cortes profundos, mas não podia se afastar da matilha. Senão ficaria mais evidente ainda que ele não fazia parte daquele mundo.
Apesar de a regeneração ser de sua raça, sua falta de concentração estava afetando o processo: já não bastasse sua tarefa, ele ainda tinha seus problemas pessoais. Da outra vez, ele tinha decidido ficar longe, mas desta vez, mais velho, ele finalmente sentia a necessidade de uma companheira. Sua cabeça ia de Mary para Tonks, sem parar. As mesmas perguntas não paravam de borbulhar e, quando dava por si, já era quase noite outra vez.
Tinha determinado um lugar da floresta, onde a matilha se situava, mais à margem, para Snape deixar a poção nas noites de Lua Cheia – assim ele teria que se distanciar o mínimo possível da matilha para poder tomar a poção e garantir a sua segurança.
Às vezes, chegava a desejar não tomar a poção, pois assim poderia esquecer… Pelo menos por algumas horas, voltaria se ser fera. Sem controle nenhum sobre pensamentos e emoções. Sem ter que se preocupar… O que estava falando? Esquecera-se de sua missão? Do que jurara pela Ordem? Afinal, ele, como todos os outros membros, sabia: “Há coisas pelas quais vale morrer”. E se vale à pena morrer por algo, vale também o esforço e a privação de algumas coisas.
Mas, definitivamente, estava abalado com a volta de Mary – isso não podia negar. Afinal, ela era uma das mais doces lembranças de sua juventude. Como também não podia fazer o mesmo com Tonks, deixá-la… Mas ele realmente tinha pensado nisso… Deixá-la? Como poderia?! Ela era sua atual fonte de alegria. Sua companheira verdadeiramente dita, estava a seu lado, afinal de contas.
Decidiu esquecer este assunto – não levaria a nada neste momento, onde ele tinha problemas bem maiores e mais peludos para resolver. E assim, mais uma fase da lua passou.
Sem muito progresso, é verdade, mas pelo menos sem maiores danos, conseguira manter a matilha controlada, por assim dizer, matando apenas criaturas da floresta e conseguira proteger pessoas descuidadas. E – o principal – aparentemente sem despertar nenhuma desconfiança quanto à poção e a sua posição.

Comentários :
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[Trotta]
Tô com a Fê, esse capítulo foi o mais legal. 🙂 Gostei dessa função dele, de dar segurança.

16/06/2006 17:46

[Má]
Muito bom esses devaneios do Lupin! Curti!

17/05/2006 13:55

[Fefa]
Lupin está cada vez mais confuso! Essa parte ficou muito boa! Mais centrada na história, menos romantizada! Adorei

16/05/2006 19:06

[Claudia] [loucaporblog.blogspot.com]
Mulheres tiram mesmo a concentração dos pobres rapazes, não é não? Mesmo que estes sejam lobisomens…

16/05/2006 18:50

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Capitulo 2

15 maio, 2006

Tonks

Alguns dias se passaram, mas nada mais do que uma carta de Mary, Lupin recebeu, marcando para a próxima lua nova um encontro mais tranqüilo.
Tonks, por sua vez, não descansava, apesar de Lupin já ter contado toda a história, ela estava visivelmente abalada.
– Você sabe que eu te amo. – Começou ela.
– Sei sim! Não tenho dúvidas quanto a isso. – Respondeu Lupin.
– Você sabe que eu sei que você é Lobisomem desde de o início. Não sabe? Alguma vez me viu te discriminar ou mesmo ter medo de você?
– Não, você, mais do que ninguém, tem me ajudado, me apoiado.
– Você já se perguntou? Por que ela ficou todos estes anos desde de que o Lord Voldemort sumiu… Ela não te procurou? Ou procurou?
– Não Tonks, por favor, não seja injusta comigo, está bem? Eu nunca fiz nada para você desconfiar de mim!
– Não tinha ela antes, não é?
– Ela foi meu passado, Tonks! Meu passado! E não vou mentir para você! Eu gostei muito dela! Entenda: ela foi minha primeira namorada, eu já lhe expliquei isso.
– Gostou ou ainda gosta? – E lágrimas escorriam pelo seu rosto.
– Gostei! Não vou mentir que vê-la assim tão de surpresa me abalou! Mas isso não muda o presente! – E, neste momento, falando mais docemente do que nunca, acariciou o rosto de Tonks.
– Não sei! Nunca tinha te visto derretido como te vi quando entrei no Javali. – Mas agora seu choro era convulsivo.
– Por Favor! Não faça isso comigo! Estou com você e nada vai mudar! Confie em mim! Mas não posso deixar este assunto sem resolver! Confie em mim! Por favor! Confie em mim.
Tonks o encarou por alguns segundos, e depois mergulhou em seu ombro, ainda chorando muito. Ela não puxou mais o assunto.
Em toda a sua vida, isso nunca tinha acontecido: correr o risco de ser substituída por outra. Mas a alegria, que sempre coroava a sua presença, andava abalada: não conseguia mais se transformar a todo o momento, chorava com quase tudo e se descontrolava facilmente.
Lupin, por sua vez, estava mais dedicado do que nunca à sua tarefa, passando noite após noite com a matilha, tentando se misturar e conversar; porém, sem muito sucesso, pois todos estavam mais habituados a ser de um jeito, por assim dizer, mais animal – que, por mais que tentasse, Lupin não conseguia tirar dos outros.
Uma fase da lua já tinha passado, desde o seu último encontro, mas seu coração não tinha voltado ao normal. Não conseguia se concentrar, e o ciúme de Tonks só agravava a situação; afinal, ele não estava acostumado a usar coleira.
O pior de tudo eram as inúmeras lembranças felizes que tivera com Mary; mas não podia negar que as perguntas de Tonks eram corretas. Por que tanto tempo se passou sem que ela tentasse entrar em contato com ele? Sem ao menos uma carta.
Voldemort tendo caído, por quê ela não voltou correndo para seus braços? Será que ela também já não tinha alguém? Um sentimento estranho tomava conta de Lupin… agora, ele estava com ciúmes: não só de pensar em Mary com outro, mas também de pensar na vida dela sem ele.
Mas ele amava Tonks! Sem dúvida, nestes últimos anos ela foi seu porto seguro, de onde tirava alegria. E parecia gostar tanto dele… Sempre por perto, animando e dando esperanças.

Comentários :
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[Trotta]
Esse Lupin é meio pilantróvsky, hein!

16/06/2006 17:48

[Ricky]
Não queria ser o Lupin neste momento… Minhocas gordas na cabeça. Nunca passei por isso, deve ser muito difícil.

23/05/2006 24:02

[Má]
Dúvidas são minhoquinhas na cabeça….

16/05/2006 18:45

[Fefa]
Ela foi me passado, Tonks! Meu passado! Acho que falta um U no primeiro “me passado” não? Olha, tá ficando muito bom, hein? É nessa parte que fala da coleira, não achei que pegou mau, não! Bora…. beijos!

15/05/2006 21:11

[Claudia] [loucaporblog.blogspot.com]
Hum… se eu fosse a Tonks, colocava minhas barbas de molho…

15/05/2006 18:44

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Capitulo 1 – Parte 3

12 maio, 2006

– Nifadora Tonks, essa é uma grande amiga de escola: Mary Hallow. – Diz Lupin, sorrindo fracamente.
– Prazer em conhecê-la! – Diz Mary, sem muita convicção!
– O prazer é meu. O prazer é todo meu. Então… Sobre o que estavam conversando? – Retribui Tonks.
– Relembrando o passado. – Disse Lupin.
– Um passado muito feliz, diga-se de passagem. Certo Lu? – Disse Mary, encarando Tonks.
– Nossa Lu… Conta pra mim um pouco deste passado. – Disse Tonks ficando vermelha já.
Lupin, vendo onde a conversa iria chegar, resolve parar as duas antes que uma briga de verdade começasse.
– Como você já deve ter percebido, Mary – disse virando-se para ela – Tonks e eu… bem… E – agora olhando Tonks – Mary e eu fomos namorados no tempo de escola.
– Nossa! Que interessante! – Ironizou Tonks.
– Realmente! Bem interessante! Nós, quero dizer, eu e o Lu estávamos relembrando o quanto era gostoso passearmos juntos, eu estava dizendo o quanto gosto dele, essas coisas. – Disse Mary.
– E vocês se conheciam bem, eu suponho? – Retrucou Tonks, sem desviar os olhos de Mary.
– Muito bem! Ele sabendo meus segredos, eu sabendo o dele! Afinal, pra quem se ama não existe esta coisa de segredo, não é? – Replicou Mary, já se exaltando.
– Realmente! Senão como poderia ser, não é?
Lupin se retorcia na cadeira sem saber muito bem o que fazer; pela primeira vez na vida se via em uma situação da qual não fazia a menor idéia de como sair. Furtivamente, e se revezando, as duas lhe lançavam olhares de ódio, reprovação e indignação, enquanto se mediam e se comparavam, tentando uma descobrir o que a outra tinha a mais.
A lua já havia desaparecido a esta hora e, percebendo isso, Lupin viu sua saída.
– Mary veja a hora! Já vai amanhecer!
– Olha… e não é que é verdade? Vou entrar em contato com você depois, Lu! Preciso realmente falar com você! Mais do que nunca.
Mary se levantou foi até Lupin e lhe deu um beijo demorado e estalado no rosto. Virou-se para Tonks e disse:
– Tchau querida, até mais ver!
– Até! – Respondeu Tonks secamente.
Mary saiu apressada da estalagem. Como Lupin já previra, à medida que a porta se fechava, só foi possível ouvir um “clap”; provavelmente dela aparatando para longe do sol, deixando Lupin com uma Tonks revoltada e enciumada ao seu lado.

ps: Fim do Primeiro Capitulo!

Comentários :
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[Trotta]
Esse Lupin é meio pilantróvsky, hein!

16/06/2006 17:48

[Ricky]
Não queria ser o Lupin neste momento… Minhocas gordas na cabeça. Nunca passei por isso, deve ser muito difícil.

23/05/2006 24:02

[Má]
Dúvidas são minhoquinhas na cabeça….

16/05/2006 18:45

[Fefa]
Ela foi me passado, Tonks! Meu passado! Acho que falta um U no primeiro “me passado” não? Olha, tá ficando muito bom, hein? É nessa parte que fala da coleira, não achei que pegou mau, não! Bora…. beijos!

15/05/2006 21:11

[Claudia] [loucaporblog.blogspot.com]
Hum… se eu fosse a Tonks, colocava minhas barbas de molho…

15/05/2006 18:44

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capitulo 1 – Parte 2

11 maio, 2006

– É, você têm razão, se não fosse por ele… Tanta coisa seria diferente! Nem eu e nem você poderíamos ter estudado em Hogwarts.
– É, tivemos esta sorte! E eu mais ainda!
– Por que você diz isso?
– Porque se fosse com qualquer outra pessoa que eu encontrasse trans… bem… daquele jeito… com certeza a última coisa que iria acontecer, era eu acabar namorando. – Mary cora novamente.
– Realmente. Nem ninguém, acho eu, a não ser você, teria a mesma reação quando… você lembra do natal, do nosso primeiro natal juntos? No quarto ano mesmo, quando te contei o meu segredo? O quanto você ficou feliz por sermos, por assim dizer, parecidos?!
– É verdade! Nós estávamos perto das estufas! Tudo coberto por neve e você conjurou aquela linda rosa de gelo. Disse que me a… E depois você contou. Disse que era o certo a fazer.
– E realmente era! Não podia ficar sem te contar. Afinal, eu sabia o seu segredo e realmente eu gostava tanto de você… Não seria justo.
– Você continua igual, sabia? Lindo como sempre! Correto e inteligente.
– E você parece mais madura também! Mas, quem continua linda, é você.
– Pena, logo depois de sair da escola, aquele que não deve ser nomeado ter surgido. Ele estava, naquela época, atrás de um de seus amigos, não é?
– Sim, estava sim. E novamente nos encontramos à beira da mesma situação. – E a expressão de pesar voltou ao rosto de Lupin, o porquê dele estar ali e tudo o mais.
– Ah não, Lu… Não faz isso comigo não! Preciso tanto conversar com você!
– São tempos difíceis novamente. – Disse Lupin tentando se conter.
– Mas, pelo menos, desta vez você não está envolvido novamente. Ou está? – Ela gelou, parecendo ler alguma coisa na expressão pesada que se formava, a cada palavra que ela dizia, no rosto de Lupin.
– Infelizmente sim. Não posso, como não pude no passado, te dizer muito!
– Ah não! Isso não é justo!
– Vamos tentar esquecer isso por enquanto! É tão bom te ver!
Disse Lupin, pensando que, já que seu contato de dentro da matilha até aquele momento não tinha aparecido, pelo menos poderia ter alguns momentos agradáveis.
Ele acorda de seus pensamentos e encontra Mary olhando-o muito intensamente.
– Então me diga, o que você tem feito? Afinal, já faz um bom tempo que deixamos a escola.
– Na verdade, nada de muito interessante. Trabalhando eventualmente para o ministério da magia, como relações públicas com os vampiros da Transilvânia. Aparentemente, eles acham que eu tenho o que é preciso para este serviço! – Mary dá de ombros, com uma risadinha irônica.
A porta se abre novamente e alguém, mais inesperado ainda, devido ao momento, entra: Ninfadora Tonks. Entra e, visivelmente, se choca ao ver Lupin e Mary sentados e conversando.
Indo em direção aos dois, ela se aproxima de Lupin e lhe dá um beijo, olha para Mary, faz um sinal com a varinha e uma cadeira voa para lhe aparar enquanto se senta.
– Olha! Tudo bem? Pensei que iria te encontrar por aqui mesmo. – Tonks fala quase que olhando para Mary, mas virada para Lupin.

Comentários :
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[Trotta]
O Lupin deve ter ficado se achando no meio das duas, hehehe!

16/06/2006 17:50

[Ricky]
Senti o mesmo que a Mah. Ciumes. Gostei muita da criatividade: um romance na estufa no inverno, a rosa de gelo, a cadeira aparecendo… Muito criativo!

22/05/2006 23:48

[Má]
Esse final me deixou com um ciúme….

11/05/2006 23:42

[Fefa]
Só estou com medo de me preender na história de amor deles só e me esquecer do resto! 😀 Mas estou adorando Bodas, vá em frente! bjs

11/05/2006 18:40

[Regina McGonagall]
bom começo! (embora eu pense nesses dois como eternos tímidos para uma conversa tão despojada…) comento mais por mp, ok?

11/05/2006 15:09

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Lupin e Mary Resolvendo o Passado

10 maio, 2006

Capitulo 1 – Parte 1
Encontro Inusitado

Sentando no Cabeça de Javali, observando por uma janela aberta uma lua nova, com um olhar triste, está uma figura com roupas de segunda, visivelmente remendadas. Já é tarde e Lupin, que combinou um encontro com um amigo da matilha – longe do bando, para tentar conversar mais tranqüilamente – tem a cabeça perturbada: já faz um bom tempo que lhe foi dada a tarefa, mas até agora teve pouco sucesso.
Lembra-se de Pontas e Almofadinhas e lembra com alegria que, se não fosse por eles, talvez ele também pensaria diferente, teria o coração marcado pelo ódio e pela discriminação; mas não é assim, graças a seus amigos ele foi capaz de se moldar de maneira diferente.
Perdido em suas lembranças, ele se lembra de mais alguém. Alguém que definitivamente marcou muito sua vida na escola, não só por ter sido sua namorada, nem tampouco por saber seu segredo lunar, mas mais por também ter seu próprio segredo e poder compreendê-lo completamente. Mary J. Hallow foi, sem dúvida, juntamente com seus amigos – ou até mais que eles -, responsável por tocar seu coração, realmente, com amor; o que o fez não se virar contra tudo e todos.
Os dois controlados pela lua, ambos por causa de uma mordida: ele por uma de Lobisomem e ela por uma de Vampiro.
E, apesar dos pesares, os dois, principalmente por causa um do outro, encontraram a felicidade juntos. Como depois disso tudo eles podiam ter se separado tanto?
A porta se abre, mas, para sua surpresa, não é quem ele esperava. Uma mulher entra e seus olhares se cruzam, com um ar de muita surpresa. Ela olha para ele e se dirige à sua mesa.
Ele faz sinal e a chama…
– Nossa, nem acredito!
– Olha quem eu encontro por aqui! – Ela diz com um sorriso no rosto.
– Realmente, faz muito tempo. Acho que a última vez em que nos vimos foi na formatura, saindo de Hogwarts não é? – Diz Lupin.
– É verdade. Você estava muito bonito aquele dia, sabia? Senti muitas saudades de você! – Ela responde com as bochechas rosadas e olhando para baixo.
– Quem estava linda era você! Nossa! Ainda me lembro de nós dois andando pelo jardim, você sempre tão meiga e carinhosa.
– Pára! Assim você me deixa com vergonha…
– Mas, é verdade! Você foi uma das melhores coisas que me aconteceram naquela época! Por mais incrível que possa parecer eu estava realmente pensando e me lembrando se você, sabia?
– Ah, vai! Você só está querendo ser gentil. – Ela vermelha e envergonhada demais para responder, ri e, furtivamente, dá olhadinhas marotas para Lupin.
– Sério! Quando foi mesmo? Ah sim, foi no final do quarto ou do quinto ano que nos conhecemos?
– Nem me lembre! Fico até com vergonha, você me ver daquele jeito. – E ela meio que fica emburrada pela lembrança.
– Pense bem, se não fosse assim eu não teria te conhecido! – Disse Lupin, com um sorriso malicioso no rosto.
– Lá isso é verdade! Foi no quarto ano! Fazia tão pouco tempo que eu… Bem você sabe, ainda não sabia lidar tão bem com isso… Se não fosse pelo Prof. Dumbledore.

Comentários :
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[Trotta]
Sem dúvida nenhuma, o melhor de todos esses textos foi a parte que ela “dá olhadinhas marotas para Lupin”, hahaha! Ri muito!

16/06/2006 17:51

[Ricky]
Já estou até imaginando a trilha sonora… os olhares se cruzando… o coração batendo na boca… ahhh como é bom esse sentimento.

22/05/2006 23:40

[Távio]
posso comentar no final?? terminei o 1º Cpítulo… rs hoje é dia 20/05/2006 às 03:43…

20/05/2006 04:27

[Má]
Achei muito bem escrito!…

11/05/2006 23:40

[Claudia] [loucaporblog.blogspot.com]
Lobisomens e vampiros?!? Isso promete…

11/05/2006 12:29

[Fefa]
Legal que o tempo está atual, né?

10/05/2006 12:31