Hoje passei em frente ao seu apartamento, falo isso, mas nem sei se é seu ainda, ou que foi feito dele.
Hoje refiz o caminho exato q fiz quando fui te ver pela ultima vez, coloquei a mesma playlist, que já não é a mesma também, por que coloquei outras músicas nela.
Tentei me lembrar da sensação e veio com clareza eu buscando a calma que eu sabia ou achava que ia precisar, por que sabia no meu coração o que ia encontrar.
Lembrei da sua outra casa, lembrei da casa da sua mãe, lembrei da pizza de catupiry de cadarço de tênis que comemos lá e ficou na história. Ainda tinha sua bateria montada, não consegui lembrar que fui num show com você tocando, mas tem foto que eu tirei então aconteceu.
Lembrei do tanto de vezes que passei por inveja de você, nunca te disse, mas nossa.
Não invejas más, de querer ter o que era seu, mas de poder estar contigo, no mesmo nível.
Você conseguia ser tão único, você bancava tanta coisa, você tinha tanta coisa, tanto reconhecimento.
Eu invejava isso.
Talvez você me conte um dia por que brigou com nosso amigo em comum, você tinha prometido me contar na próxima ida ao supermercado que nunca vai acontecer.
Tinha tanta coisa, por vir, por fazer…
Eu queria te contar que tentei organizar um aniversário pra ti, mas como sou pobre, não consegui…
Mas tinha medo do que você iria achar, você podia se ofender e isso era o que eu menos queria.
Depois você passou a não comemorar mais, não se animar mais com isso.
Queria que tivesse dado tempo de tanta coisa.
mas não deu.
Você se libertou, deu seu jeito.
Está livre.
É o que eu vou acreditar!
Até mais man. Agente se fala depois!


















