
Genérico x Farmacêutico
12 Maio, 2008Sou usuário de medicação diária e controlada. Tomo todo dia um remédio chamado Marevan, cujo complexo ativo (nome genérico) é Varfarina Sódica.
Este remédio me mantém anticoagulado. No meu caso, é para prevenção contra outro possível AVC (derrame cerebral), mas ele é usado também para prevenir tromboses e outras doenças.
Traduzindo: é um remédio de uso contínuo e de suma importância na prevenção de doenças graves.
Hoje, uma caixa de 30 comprimidos (quantidade que não dá para um mês inteiro, em muitos casos) chega a custar R$ 30,00, já o genérico custa R$ 5,00, isso na mesma farmácia, pois dependendo da localização e da própria farmácia esses valores podem mudar.
Como um remédio de uso contínuo e importante pode custar tão caro? E o genérico, mesmo com margem de lucro não só do fabricante mas também da farmácia, tão acessível?
Não se pode dizer que são os impostos, pois de fosse o genérico não teria preço acessível.
O que resta é só a certeza de lucro abusivo em cima do produto.
Essa é uma questão que incomoda não só o bolso, mas também a nossa consciência.
Tudo bem que a fabricante original cobre mais caro, pois inventou o remédio, teve um custo de pesquisa e tudo mais, mas isso não justifica o preço abusivo.
Por ser medicamento de uso contínuo, esse lucro poderia ser diluído na quantidade de vendas e não em cima de cada caixa.
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